Tungcast#022: Digestivo Cultural - 10 anos

Foto: Arnaldo Pereira

Foto: Arnaldo Pereira

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00:00 - Abertura: apresentando Julio Daio Borges, editor do site.
02:00 - O embrião do site: a repercussão do texto “A Poli como ela é“, o newsletter e o site pessoal jdborges.com.br
05:00 - A motivação por trás do site: “o tratamento dado à cultura no Brasil era muito formal e distante (…) queria mostrar às pessoas a cultura de uma forma breve, suscinta, amigável, lúdica”
07:00 - As influências: Paulo Francis, Nelson Rodrigues e Rubem Fonseca.
11:00 - Unindo o lado escritor e empreendedor: a indentificação com os grandes empreendedores de internet e a necessidade de uma profissionalização, para atender a parceiros, colunistas e patrocinadores.
17:00 - O empreendedorismo acidental do Twitter, que foi concebido como uma ferramenta para as pessoas se comunicarem pelo celular.
20:30 - A inspiração nos fóruns de discussão, abrindo o site para comentários e a influência da Web 2.0, com os melhores comentadores se tornando “colunistas” indexados no Google.
24:00 - A importância de se equilibrar a liberdade aos colaboradores, mas de se ter um controle editorial, para evitar a “orkutização” do site. O exemplo da Wikipedia, um site “para todos”, mas onde as pessoas cuidam.
29:00 - As críticas ao conteúdo colaborativo: colaboradores precisam ser remunerados para o site ser levado a sério? A dificuldade de remunerar num conteúdo gratuito e a profissionalização feita em estágios: a troca por cursos, livros e uma possível monetização através de livros eletrônicos no Kindle.
33:00 - A “guerra” entre blogueiros e jornalistas de papel. Depois da bolha, os jornalistas abandonaram a internet e passaram a criticar os que ficaram lá, produzindo conteúdo. A polêmica campanha do Estadão ironizando os blogueiros. Blog precisa ser jornalismo?
39:00 - Um balanço dos 10 anos: as conquistas junto aos colaboradores, o erro de tentar fazer uma revista impressa da GV e o legado, alimentado pela teimosia e pelo reconhecimento de figuras importantes do jornalismo.
46:00 - Encerramento (ou quase): “Ainda vai ter bastante trabalho pela próxima década”.

Tungcast#021: Infraestruturas precárias em shows no Brasil

Invasão no palco - Iggy Pop / Planeta Terra Festival 07/11/2009

Invasão no palco - Iggy Pop / Planeta Terra Festival 07/11/2009

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00:00 - Abertura: o Brasil entrou no circuito internacional de shows, mas a infraestrutura não acompanhou esse avanço, deixando uma enorme lacuna.
02:00 - As casas de shows ficaram na mão dos bancos? O Credicard Hall é preparado apenas para shows com mesa? A necessidade de trazer todos os tipos de shows para se manter.
05:00 - A melhor acústica das casas de shows paulistanas é do Via Funchal.
07:00 - Nossas arenas foram construídas apenas pensando nos jogos de futebol. Nossos espaços para shows são sempre adaptados, caso da Arena Skol, que é no estacionamento do Anhembi.
11:00 - Nossa cultura do continuísmo e do improviso. Shows caríssimos com infraestruturas ridículas continuam lotando e trazendo grande lucro para os produtores.
12:30 - A Chácara do Jóquei era um haras: antes era um estábulo para cavalos, hoje é um estábulo para fãs de rock.
14:00 - Os grandes shows só são viáveis no Brasil com estádios lotados?
14:30 - A polêmica da meia-entrada: as falsificações das carteirinhas pelos não-estudantes e o efeito cascata, com o aumento do preço final dos ingressos.
16:00 - A meia-entrada é justa para os que fazem pós-graduação? Restringir a carteirinha de estudante para até 23 anos é uma solução? A falta de regulamentação e de política pública para o setor.
20:00 - A precariedade dos sistemas de som no Brasil, que não conseguem produzir uma boa propagação de som nos shows. O Rush penou para lançar o seu Rush in Rio. Roger Waters, ACDC e Nine Inch Nails preferiram trazer seus próprios equipamentos de som para conseguir uma boa acústica.
28:00 - Sobre os cambistas e o novo “cambismo virtual”. Uma matéria do Jornal da Tarde cita 3 sites que vendem ingressos online com ágio: Anderson Tickets, Brasil Ingressos e Ingresso Já. O ingresso do ACDC saltou de R$ 300 para R$ 550.
29:30 - Tucanaram o cambismo: o ágio virou “taxa de conveniência”. Não há regulamentação clara para o limite de valor nessa taxa de INconveniência. Ticketmaster e Ingresso Rápido cobram 15% sobre o valor do ingresso.
33:20 - O show do U2, que estava previsto para novembro de 2010 (mas foi cancelado), já estava à venda nos sites piratas desde novembro de 2009.
34:30 - Carlos Eduardo, da Brasil Ingressos: “as taxas de conveniência inflacionam de acordo com o porte do evento”. O delegado Antônio Carlos Barbosa diz que só não pediu ainda a abertura de um inquérito sobre o caso por falta de denúncias. “A pessoa tem de vir aqui e denunciar, mas ela não faz isso porque não acredita que a prática configure um crime. Para agirmos, tem de haver uma vítima”.
36:00 - “Estava morrendo com um ingresso e o vendi para um cambista. O dinheiro que ele me deu era falso”.
38:00 - Encerramento: deixe seu comentário, sua crítica e sua reclamação aqui no Tungcast e, para denunciar, ligue na Delegacia de Crimes Contra o Consumidor: 3337-0155.

Tungcast#020: Ronnie James Dio

dioIlustração: Quinho (originalmente publicada no jornal Aqui, de Belo Horizonte)

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00:00 - Abertura: “Man on the Silver Mountain”
02:10 - Ele deixa de ser um ícone para se tornar uma lenda do metal? A influência do Dio em forjar o estilo do heavy metal e moldá-lo conceitualmente.
05:30 - Dio ficou preso ao personagem que criou para si? Apesar de todos os clichês do gênero, ele foi honesto em toda a sua carreira.
08:20 - Segundo o próprio Dio, Rainbow Rising, Heaven and Hell e Holy Diver são suas obras mais importantes. A música “Holy Diver” foi copiada à exaustão nos anos 80? (trecho)
12:00 - “Neon Knights” é o hino dos headbangers, grande influência tanto para o metal quanto para o hard rock (trecho)
14:00 - Dio entrou num momento crucial para o Black Sabbath e criou sua marca na banda, cantando sobre a dualidade do homem (trecho de “Heaven and Hell”)
17:00 - A repercussão no Brasil: a Rede TV noticiou a morte do Dio com imagens do Ozzy.
18:00 - O polêmico post no blog do André Forastieri: o risco calculado, o péssimo timing, a incoerência e o massacre dos fãs.
24:00 - As brigas do Dio com guitarristas: Ritchie Blackmore (por divergências musicais), Tony Iommi (pela mixagem do disco Live Evil — e pelo controverso show de abertura para o Ozzy) e Vivian Campbell (pelo rancor).
31:30 - The Last in Line é um disco tão bom quanto o Holy Diver? (trecho da faixa-título)
35:00 - O  fatídico vídeo onde Dio responde com raiva à anos de rancor do Vivian Campbell.
37:30 - O legado: a humildade, o respeito aos fãs e a comoção geral, com vários artistas e bandas tocando covers do Dio e revenciando o pequeno grande deus do metal.
40:20 - Encerramento com a mensagem final do Dio: “Long Live Rock’n'Roll”

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Urbanóide acreditando em Dio

Tungcast#019: Guitarristas em carreira solo

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guitars_rabin1) Trevor Rabin - Yes

Trevor Charles Rabinowitz nasceu em 13 de janeiro de 1954 em Joanesburgo (África do Sul) e foi um dos grandes responsáveis pela reivenção do Yes nos anos 80 com o disco 90125 (1983). Após deixar a banda, em 1995, foi compor trilhas sonoras para filmes em Hollywood, onde está até hoje.

Qualidades: Treinado em piano clássico desde criança, tem grande influência em guitarristas de jazz, como Al Di Meola e John McLaughlin, sabe aliar suas habilidades musicais com o olhar de produtor e possui uma grande capacidade de enxergar a música além da guitarra.

Tungcast recomenda: Can’t Look Away (1989)
Ouça: ” Owner of a Lonely Heart (demo)”, “I Can’t Look Away” e “Cover Up”

guitars_paulgilbert2) Paul Gilbert - Mr. Big

Paul Brandon Gilbert nasceu em 6 de Novembro de 1966 em Illinois (EUA) e sua primeira banda foi o Racer X, sendo rapidamente reconhecido com um grande velocista da guitarra. Em 1988 formou o Mr. Big ao lado de Billy Sheehan e Eric Martin e encontrou o sucesso logo no primeiro disco, autointitulado de 1989.

Qualidades: Membro do GIT (Guitar Institute of Technology), tem seu trabalho altamente reconhecido no circuito de guitarristas de todo o mundo, tendo a versatilidade e a velocidade como suas marcas. Apareceu na lista da revista Guitar World como um dos maiores velocistas, ao lado de Buckethead, Eddie Van Halen e Yngwie Malmsteen. A experiência com o Mr. Big ajudou a desenvolver o seu lado “entertainer”.

Tungcast recomenda: Alligator Farm (2000)
Ouça: “My Girlfriend’s Birthday” e “Let the Computer Decide”

guitars_cantrell3) Jerry Cantrell - Alice in Chains

Jerry Fulton Cantrell nasceu em 18 de março de 1966 em Tacoma (EUA) e fundou o Alice in Chains em 1987 ao lado do amigo de infância Layne Staley. Após a morte Staley em 2002, Cantrell assumiu o controle da banda e ressuscitou-a em 2006, lançando o álbum Black Gives Way to Blue em 2009.

Qualidades: sendo o principal compositor do Alice in Chains, teve a capacidade e a liberdade para moldar o som da banda. Apesar de pertencer ao gênero “grunge”, sua escola é o classic rock, onde sempre explorou a técnica nos solos e trabalhou riffs e timbres sofisticados e sombrios.

Tungcast recomenda: Boggy Depot (1998)
Ouça: “Dickeye”, “Keep the Light On” e “Breaks My Back”

guitars_richiekotzen4) Richie Kotzen - Poison e Mr. Big

Richie Kotzen nasceu em 3 de fevereiro de 1970 na Pennsylvania (EUA) e começou com aulas de piano aos 5 anos. Dois anos depois começou a tocar guitarra, influenciado pelo Kiss. Aos 21 anos ele se junta ao Poison para gravar o disco Native Tongue. EM 1999 ele substitui Paul Gilbert no Mr. Big.

Qualidades: Além de possuir um estilo bastante peculiar na guitarra, abusando de ligados velozes, tem um voz com grande alcance para músicas pop, rock e metal. Pôde desenvolver bem seu trabalho na carreira solo por não ter ficado tanto tempo em bandas mainstream do hard rock/metal.

Tungcast recomenda: Go Faster ou Return Of The Mother Head’s Family Reunion (1994)
Ouça: “Catch Up to Me”, “Get Up” e “Paying Dues”

guitars_gilmour5) David Gilmour - Pink Floyd

David Jon Gilmour nasceu em 6 de março de 1946 em Cambridge (Inglaterra) e entrou no Pink Floyd após Syd Barrett capitular diante das drogas. Ao lado de Roger Waters desenvolveu o chamado “art rock” nos anos 70, lançando álbuns conceituais de grande sucesso como Dark Side of the Moon e The Wall. Em 1985 ganhou de Waters na justiça o direito de usar o nome da banda até encerrar suas atividades em 1995. Desde então segue em carreira solo.

Qualidades: com enorme capacidade melódica, seus solos parecem composições dentro da música, sempre com extremo bom gosto para timbres e sabendo escolher as notas certas (e esticando-as ao máximo usando “bends”).

Tungcast recomenda: David Gilmour (1978)
Ouça: “Cry From the Street”, “Until We Sleep” e “No Way”

guitars_nuno6) Nuno Bettencourt - Extreme

Nuno Duarte Gil Mendes Bettencourt nasceu em 20 de Setembro de 1966, na Ilha Terceira (Portugal) e a sua família mudou-se para Massachusetts quando ele tinha 4 anos. Autodidata na guitarra, juntou-se ao Extreme em 1985 e lá pôde mostrar todo o seu virtuosismo.

Qualidades: Com um grande gama de influências como Van Halen, Beatles, Led Zeppelin, Prince, Queen, Paco de Lucia, Al Di Meola e Aerosmith, ele soube criar sua própria marca a partir dessa variedade, aliando o lado agressivo com o lado mais pop, além de uma pegada funkeada, rara entre guitarristas de rock.

Tungcast recomenda: Furnished Souls For Rent (2000)
Ouça: “Gravity”, “Furnished Souls For Rent” e “S’Ok”

Tungcast#018: Joe Satriani

satriani

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00:00 - Apresentação ao som de “Cool #9″
01:40
- Joe Satriani introduziu esse novo nicho de guitarristas virtuosos tocando músicas instrumentais, mesclando riffs de rock com melodias pop.
03:20
- A opção pela melodia — e não pelo virtuosismo — em “Always With Me, Always With You” e “Summer Song” (ouça trechos)
05:50
- “Flying in a Blue Dream” é sempre tocada em shows (trecho)
08:30
- A ética de trabalho do Satriani sempre foi muito correta: foco na música, respeito aos fãs, sem estrelismos ou afetações.
11:00
- Satriani vinha se repetindo nos últimos discos solo? O Chickenfoot revigorou sua carreira?
14:30
- 2 músicas do disco Crystal Planet: “Up in the Sky” e “Time” / e 2 músicas do disco Super Colossal: “The Meaning of Love” e “A Cool New Way” (trechos)
19:10
- Satriani é bem mais “pé no chão” que Steve Vai, que às vezes exagera nas excentricidades… e ainda tenta cantar (!!)
20:30 - The Extremist, de alguma forma, incorporou uma influência grunge, com um som um pouco mais “sujo” ? (trecho da faixa-título)
24:10 - O projeto G3 foi uma sacada genial do Satch e permitiu que o público conhecesse grandes guitarristas como Eric Johnson (trecho de “Manhattan”) e Kayne Wayne Shepherd — mas também fez escolhas discutíveis, como Robert Fripp.
29:00 - O grande triunvirato das guitarras: Satriani, Vai e Malmsteen finalmente se encontraram em 2004.
35:00 - O que houve com os guitarristas da geração 2000 a ponto de Jack White ser guitar-hero? A estafa no mercado e o mainstream ignorando totalmente a guitarra.
40:00 - Guitarristas e bandas influenciadas pela “Geração Satch”, como Dillinger Escape Plan, Protest The Hero e Sikth encontraram novos nichos para a guitarra.
44:00 - Encerramento ao som de “New Blues”

Tungcast#017: Literatura com Luis Eduardo Matta (parte 2)

Continuação do papo literário com o LEM e apresentando "O Véu", seu novo thriller

Continuação do papo literário com o LEM e apresentando "O Véu", seu novo thriller

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00:00 - Apresentação: Luis Eduardo Matta 2 - a missão
01:00 - Falando sobre O VÉU, o novo livro do LEM, que levou 10 anos para ser escrito.
02:30 - O VÉU mostra uma situação de instabilidade política no Irã, inspirada pela chegada de Ahmadinejad ao poder.
08:00 - A definição de “thriller” como gênero literário, segundo o LEM: um crime no início, a investigação no meio e a resolução do caso no final.
12:30 - Autores de thrillers no Brasil: Ivan Sant’ana, Pedro Drummond, A.J. Barros… e autores de policiais, como Luiz Alfredo Garcia Roza e Vera Carvalho Assumpção.
15:00 - As novelas no Brasil: com a internet, elas perderam o sentido? A falta de inovação no gênero, a obrigação com a audiência e as encheções de linguiça.
20:50 - Os livros de auto-ajuda trazem uma receita de bolo, mas não tratam das questões individuais da pessoa.
26:00 - A internet como início para jovens escritores. A falsa ideia de achar que se pode começar já ganhando dinheiro com a escrita e com os blogs.
30:00 - Hoje é mais fácil se auto-publicar, mas os novos autores ainda tem uma visão idílica sobre o ofício do escritor. A autora de Harry Potter, J.K.Rowling, vivia num conjunto habitacional na Inglaterra e escrevia nas horas vagas. John Grisham teve seus livros recusados inúmeras vezes até se tornar um best-seller.
32:30 - Corrigindo uma injustiça histórica: hoje o Brasil tem muito mais livrarias que a Argentina.
35:30 - Fofoca do LEM: uma editora brasileira recebeu o Harry Potter logo que foi lançado na Inglaterra e o recusou. Paulo Rocco foi à feira de Frankfurt e comprou os direitos da publicação.
37:00 - Falando do Kindle: vai substituir o livro em papel ou o leitor digital só serve para quem lê muito?

Tungcast#016: Literatura com Luis Eduardo Matta (parte 1)

Papo com o LEM sobre LPB, Paulo Coelho, Harry Potter e afins

Papo com o LEM sobre LPB, Paulo Coelho, Harry Potter e afins

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00:00 - Apresentação de Luis Eduardo Matta, um escritor prodígio.
01:30 - O conceito da LPB (Literatura Popular Brasileira): uma lacuna que existe na literatura brasileira do ponto de vista do entretenimento, mais coloquial e voltada para o leitor médio, sem grandes preciosismos no estilo.
06:00 - O autor de LPB não pode ter ambições de ser considerado “gênio”. Quando um grande autor morre, muitos críticos acadêmicos tentam se apropriar da obra do autor para usá-la como vitrine.
08:30 - Por que falar mal do Paulo Coelho? A inveja e a ira santa contra o autor.
10:00 - Por que as noites de autógrafos são chatas e causam constrangimento?
11:00 - Preparação para quem quer ser escritor: ler por prazer, desde cedo — começando pela literatura infanto-juvenil.
14:20 - O fenômeno Harry Potter: quando chegou ao Brasil, em 2000, acabou com todas as previsões apocalípticas do tipo “a literatura morreu” ou “as novas gerações não gostam de ler”, abrindo um novo mercado editorial.
17:20 - E o Harry Potter traz vários arquétipos do inconsciente coletivo: o bruxo com a vassoura mágica, a luta do bem contra o mal.
22:00 - Antigamente você não encontrava uma seção infanto-juvenil como tem hoje.
24:00Formando não-leitores: enfiar cânones goela abaixo, com linguagem do século 19, cheia de nuances é um desserviço.
27:00 - A escola ainda é a porta de entrada para a leitura. As duas transições na leitura: quando se deixa de ler livros coloridos, cheios de ilustrações e depois, quando se deixa a literatura juvenil para começar na adulta (e essa última é feita através do cânone).
30:00 - A dificuldade de introduzir a leitura em jovens que vem de lares desestruturados e não querem ser doutrinados. Ainda nos falta um sistema educacional universal e de excelência.
34:30 - Não adianta dar José de Alencar aos jovens, não vai despertar a curiosidade deles. Pior: vai desenvolver uma tese de que a leitura é uma coisa chata.
35:40 - Não existe fórmula. Cada cidade, escola e classe vai possuir um interesse próprio, de acordo com a sua realidade. Trocar as provas sobre livros por debates em classe funcionam muito bem.
40:00 - Temos que introduzir os clássicos da literatura universal, como Homero, Sófocles, Shakespeare, Cervantes, Camões, Dostoievski, Victor Hugo… Mas não dar o livro e sim citá-los, ler trechos, contextualizá-los.
41:00 - Depois de uma palestra numa escola, uma professora veio mostrar as provas de O Guarani para uma classe de oitava série, mas nem a professora tinha lido o livro.

Tungcast#015: GNR (parte 2) - Chinese Democracy

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00:00 - Apresentação: “Chinese Democracy” (a música)
01:00 - O que aconteceu entre 1996 (saída do Slash) e 2008? Por que o disco demorou tanto para ser gravado? Rafael Fernandes explica.
04:00 - Foi em 1999, com a banda formada, que as gravações começaram de fato — o que originou as demos de “I.R.S.”, “There Was a Time”, “Catcher in the Rye” e “Oh, My God”. Em 2001 já se dizia que eles tinham cerca de 50 músicas.
06:50 - A sonoridade das demos de 99 eram mais cruas, menos pesadas, com uma timbragem diferente — um resultado diferente do de 2008, mas interessante.
07:40 - Sempre tinha alguma especulação em torno do disco, exceto entre 2003 e 2006. Zakk Wylde chegou a declarar que lançaria um disco chamado Chinese Hypocrisy.
08:30 - Em 2004, a Geffen mandou um carta ao Axl dizendo que já tinha pago os US$ 13 milhões para o disco. Dali em diante, estaria tudo por conta dele. Com a turnê de 2006 (já com Bumblefoot na banda) eles “arrecadaram fundos” para terminar o disco.
10:15 - Axl insistiu que a bateria da faixa título deveria soar exatamente como em “Smells Like Teen Spirit”.
11:30 - A insanidade do Buckethead: a construção de um galinheiro no estúdio, o cocô de cachorro e os filmes pornô-hardcore.
13:20 - Josh Freese já tinha gravado quase todos os arranjos de bateria do disco, mas saiu da banda e o Brain teve de gravar tudo de novo, nota por nota.
17:00 - O disco foi proibido pela ditadura chinesa: a ironia do título, sendo o Axl, ele próprio um ditador dentro da banda.
18:30 - O riff da faixa título soa como rock industrial (meio NIN), mas depois envereda para o hard rock.
19:20 - Em “Shackler’s Revenge”, Bumblefoot usa guitarra sem traste, com poucos efeitos (ouça trecho)
21:10 - O disco é mesmo tão “superproduzido”? As várias colagens de instrumentos diversos dentro da música é superprodução ou é falta de produção? Em tempos de “indie rock”, um disco superproduzido não vem em boa hora? Uma faixa bem produzida é a balada “Sorry” (ouça trecho)
27:30 - “Better” é umas das melhores músicas compostas nos últimos 15 anos? Uma música difícil de definir, ora balada, ora pesada, com ótimo solo do Robin Finck (trecho)
31:30 - As nuances de “Madagascar”, com uma trompa duplicada no final.
32:50 - Os momentos bregas do disco: “Street of Dreams” dividindo opiniões (ouça trecho) e “This I Love”, que parece tirada do show de calouros do Silvio Santos.
35:00 - A crítica já chegou com pedras sem nem ouvir o Chinese Democracy? “If The World” é surpreendente, com batida funkeada e violão flamenco (ouça trecho)
38:30 - “There Was a Time” parece trilha sonora de filme hollywoodiano? (ouça trecho)
40:40 - Faltaram mais rocks vigorosos no disco, como “Riad N’ The Bedouins”? Felipe Machado (do Estadão) a achou parecida com “Imigrat Song”, do Led Zeppelin (trecho)
42:15 - Axl se perdeu com tantos músicos ou soube tirar o melhor de cada um?
46:30 - A formação atual da banda: Axl; Richard Fortus, Ron “Bumblefoot” Thal e DJ Ashba (guitarras); Tommy Stinson (baixo); Frank Ferrer (bateria); Dizzy Reed e Chris Pitman (teclados).
47:20 - Recado final às viúvas do Slash: esqueçam a punhetagem e curtam o momento atual do Guns.
47:50 - Encerramento: “Scraped”

Links relacionados:
Rafael Fernandes entrevista Bumblefoot

Tungcast#014: Guns N’ Roses (parte 1)

guns1
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00:00 - Apresentação: “Welcome to the Jungle”
02:00 - O começo de tudo: um bando de junkies sem um foco inicial — uma banda que tinha tudo para dar errado.
04:00 - O “causo” do Axl nos primórdios da banda, quando se jogou do carro do Slash em movimento.
05:30 - A disputa entre a Geffen e a Warner para fechar com o Guns e os jantares “na faixa” que eles recebiam.
07:00 - A influência do Aerosmith no som do Guns. As rixas com o Poison e Great White. Todos queriam ser Motley Crue nos anos 80.
09:30 - A dificuldade de se concentrar nas gravações do Apettite. Os problemas com heroína e com o álcool. O trabalho que Tom Zutaut teve para colocar a banda nos eixos.
12:00 - A dificuldade de emplacar o Guns na MTV. Apettite demorou quase 2 anos para “pegar” de verdade. “Sweet Child O’Mine” foi escondida no lado 2 do disco propositadamente.
14:40 - A permissividade dos outros integrantes da banda (porque estavam todos drogados) com a megalomania do Axl, que já começava a mostrar seus tentáculos.
17:50 - O solo de “Sweet Child O’Mine”, que começa melódico e vai ficando agressivo, até explodir no final. Perfeito.
19:40 - O sucesso do Apettite For Destruction: a crueza nos riffs, grandes melodias e a pegada certa do hard rock (trecho de “It’s So Easy”)
24:00 - Os gemidos de Adriana Smith (namorada do Steven Adler) em “Rocket Queen” eram reais — com o Axl ajudando a dar mais “dramaticidade” (ouça trecho)
26:00 - A bateria tribal com o grito do Axl no final de “Welcome to the Jungle” e o timbre no início de “Paradise City” (trechos)
29:00 - “November Rain”, “Back Off Bitch” e “Don’t Cry” entraram no Use Your Illusion, mas já existiam muito antes do disco existir.
31:00 - “Don’t Cry” é aquela música que explora os clichês mais surrados. O tenebroso vocal no fim dessa música fez de Axl Rose o “Raimundo Fagner do rock’n'roll”.
32:30 - Use Your Illusion é o começo do fim pro Guns? Daria para condensar tudo em um CD simples (ou vinil duplo)? Tudo ficou muito dividido: as músicas do Axl, as do Slash e as do Izzy (trechos de “Locomotive”, “Estranged” e o solo de “Breakdown”)
37:00 - The Spaghetti Incident mostrou uma banda esfacelada. O Guns perdeu muito com a saída do Izzy? Gilby Clark foi um bom substituto?
39:30 - Axl criou no Izzy uma tolerância zero com vocalistas? Izzy vai continuar fazendo turnês e sendo amigo de todo mundo, sem se comprometer com ninguém — é o @oclebermachado do Guns N’ Roses.
41:30 - As várias versões para a saída do Slash em 1995. Um festival de contradições de ambas as partes: a demissão do Gilby Clark, a entrada de Paul Huge, a polêmica gravação de “Sympathy For the Devil” e o lançamento do disco do Snakepit.
47:30 - Slash: se perdeu na heroína e nunca colocou a música (e a guitarra) como sua prioridade. Axl: um louco de pedra. Guns N’ Roses: uma grande e caótica banda que já nasceu na iminência de acabar.
49:50 - Encerramento: “Nightrain”.

Tungcast#013: Retrospectiva 2009

retrospectiva09
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00:00 - Apresentação: uma pauta revolucionária — que ninguém fez até hoje
01:30 - A la Alborghetti: se gostou, gostou — se não gostou… vá a MERDA!
02:00 - Fatos que marcaram o ano: a morte de Michael Jackson e o levante das “superbandas”, como Chickenfoot e Them Crooked Vultures.
03:00 - O Them Crooked Vultures gerou falsas expectativas? É um disco difícil de ouvir? John Paul Jones foi o destaque da banda? O riff de “Elephants” foi desperdiçado? (trecho)
07:20 - A decepção de Black Clouds & Silver Linings, do Dream Theater: a repetição dos velhos clichês gerou a aclamação dos fãs e da crítica?
10:30 - Shows de 2009: Faith No More, Radiohead (grande espetáculo, mas com os exageros dos fãs e da crítica), AC/DC, Heaven and Hell (trecho de “Voodoo”) e Glenn Hughes.
17:00 - O Nine Inch Nails fez uma turnê de despedida, emendando The Slip, com Jane’s Addiction disponibilizando câmeras para os fãs gravarem e editarem os shows (trecho de “Mr. Self Destruct”)
19:50 - Álbuns de 2009: Living Colour, The Mars Volta, Animals as Leaders (trecho de “Tempting time”), Alice in Chains, Pearl Jam (trecho de “Amongst the Waves”), Pain of Salvation (trecho de “If You Wait”).
28:00 - Destaque negativo: Kiss, com Sonic Boom (trecho de “Modern Day Delilah”)
32:40 - Destaques solo: Sting com uma proposta anticomercial de If On a Winter’s Night (trecho de “Christmas At Sea”), Devin Townsend Project (trechos de “Gato”, “Hyperdrive” e “Supercrush!”)
41:30 - Encerramento: Ben Harper, com “Number With No Name”

Links relacionados:
Rafael Fernandes: “2009 e os meus álbuns
Diogo Salles: “2009: enfim, um ano musical

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