Tungcast#004: O formato álbum acabou?

pinkfloyd

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00:00 - Apresentação: A declaração de Ian Astbury, que disse que o The Cult não vai mais lançar discos.
01:00 - As restrições tecnológicas antes do álbum surgir e a pulverização do conceito agora, com o mp3.
03:20 - A mudança do conceito quando os Beatles decidem parar de fazer shows e se concentrar apenas nos álbuns.
05:00 - As pessoas só conhecem o Extreme por causa de “More Than Words” e “Hole Hearted”, mas eles eram muito mais do que isso.
07:00 - Artistas que têm mais a dizer, como U2 e Rolling Stones, precisam de um álbum inteiro.
08:30 - A indústria criou o padrão do álbum e o impôs a artistas sem profundidade.
09:10 - Artistas reféns do álbum: o Van Halen lançou Diver Down em 1982 por imposição da gravadora.
09:50 - O Mr. Big se tornou o ícone da prostituição musical. Tendo Paul Gilbert e Billy Sheehan na banda, preferiram tocar baladas vergonhosas como “To Be With You”.
10:50 - O artista precisa ouvir os fãs, mas não pode fazer tudo o que eles querem, como faz o Iron Maiden.
12:00 - Os Beatles gravaram “Strawberry Fields Forever” e “Penny Lane” nas sessões do Sgt. Peppers, mas as lançaram num EP, antes do álbum sair.
14:00 - Antes do U2 lançar No Line on the Horizon, saiu o single “Get On Your Boots”, que é justamente a pior música do álbum.
15:30 - Ainda tem espaço para álbuns conceituais? O álbum é um conceito muito linear?
16:40 - Artistas usando ARG (Alternate Reality Game), onde eles deixam dicas para os fãs descobrir trechos da música por meio de um jogo.
21:00 - A decadência do conceito álbum pode ser o retorno do EP ou do compacto?
22:30 - No show do Radiohead, as pessoas quase dormiram em músicas “lado B”, só queriam saber dos clássicos.
24:00 - Pesquisando CDs do Red Hot Chili Peppers, tinha uma coletânea só composta por baladinhas descartáveis. O BloodSugarSexMagic mostra o que é a banda e ainda traz a relevância do conceito álbum. Já Stadium Arcadium é um CD duplo, mas deveria ser simples (*nota: o nome correto da música citada é “Storm in a Teacup”).
27:00 - O MySpace é só um canal a mais de divulgação, nada além disso.
29:00 - Com a “indústria do hype”, o artista também fica refém de produzir um hype a cada seis meses. O Green Day fez o caminho inverso: começou refém da indústria e dos singles e partiu para o álbum conceitual, com o American Idiot.
32:00 - “Sou refém do álbum, pois ouvi o novo álbum do U2 com as faixas em ordem alfabética e fiquei perdido com a sequência das músicas.”
34:00 - Os artistas de uma música só, como New Radicals ou Presidents of USA … Download (ou streaming) neles!
36:00 - Momento “Maroon 5 acústico”: uma banda que tenta ser bacaninha, mas é medíocre.
38:00 - Sgt. Peppers e The Wall foram concebidos desde o início como álbuns conceituais, que conseguiram unir músicas que funcionam individualmente, sem fugir da temática do disco.
41:30 - Encerramento: “Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band” (Beatles)

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Ensaio de Ruy Castro: O disco ― ou algo do gênero

Tungcast#003: Michael Jackson

mj

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00:00 - Apresentação (”Thriller”)
01:30 - Michael Jackson é mesmo o “Rei do Pop”? Explicando a origem do termo.
03:30 - As influências que ele pegou, de James Brown a Sammy Davis Jr., e trouxe para o grande público.
05:00 - A indústria a serviço do rei do pop. O aparato midiático, a MTV e o videoclipe do “Thriller”.
06:00 - As 6 razões pelas quais o fenômeno MJ não se repetirá: 1) É impossível criar algo novo (o depoimento de Roger Daltrey); 2) A música perdeu a sua importância; 3) Hoje os artistas atiram para todos os lados: cinema, TV, propaganda (MJ no comercial da Pepsi); 4) O mainstream foi banalizado e perdeu o impacto; 5) A internet mudou a maneira de divulgar a música; 6) A música nos últimos 15 anos não produziu nada impactante.
11:20 - O disco morre como indústria (junto com MJ), mas sobrevive como nicho.
12:20 - A morte de MJ trouxe a revisão de sua carreira. Em 3 dias ele vendeu mais do que nos últimos 11 anos.
14:00 - Por que as novas gerações estranharam tanto alvoroço em torno da morte de MJ? MJ foi, para nossa geração, o que o Beatles foi para as gerações anteriores.
16:00 - A influência de Joe Jackson em sua carreira — para o bem e para o mal.
18:00 - Michael Jackson, o Benjamin Button do pop: maduro quando criança, infantil quando adulto.
19:10 - A importância de Quincy Jones em sua carreira. Do R&B, soul e funk de Off the Wall ao flerte com o rock e com os Beatles em Thriller.
20:30 - A indicação de Steve Lukather para Eddie Van Halen tocar o solo de “Beat It”.
24:10 - A voz do Vincent Price em “Thriller” foi uma grande sacada.
25:30 - Como o ápice de Thriller afetou a carreira de MJ. Os problemas na produção de Bad, que durou 3 anos para ser gravado.
28:30 - As contradições de MJ em “Black or White”. Dangerous foi o último respiro criativo no processo de autodestruição de sua carreira.
30:30 - Grande músicas de MJ. Em Thriller (”P.Y.T.”, “Babe Be Mine”, “Wanna Be Startin Something”) e Bad (”Man in the Mirror” e “Smooth Criminal”).
34:30 - O pop não precisa ser medíocre ou pretencioso, como de costume. MJ soube dosar vários elementos, como em “Black or White”.
36:00 - As distrações do pop, fora da música: Neverland, as crianças, os bichos, a preocupação estética excessiva.
38:00 - Encerramento: “Beat It”.

Links relacionados:
- Especial Michael Jackson no Digestivo Cultural