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Apresentação: uma pauta subjetiva, baseada em meras opiniões.
1) Black Sabbath - Seventh Star (1986)
Qualidades: a parceria entre Tony Iommi e Glenn Hughes foi fundamental (tanto que eles a repetiram, anos depois); letras agressivas e sombrias; riffs e solos inspirados; vocais matadores.
O que atrapalhou: interferências da gravadora do direcionamento do disco; muitas trocas de vocalista; banda fragmentada e em fase de transição; constantes problemas de Glenn Hughes com drogas.
Músicas: “No Stranger to Love”; “In For the Kill”; “Danger Zone”; “Turn to Stone”; “Heart Like a Wheel” e “Angry Heart”.
2) Faith No More - King For A Day Fool For A Lifetime (1995)
Qualidades: a “alopração” do Mike Patton deu um ar de experimentalismo ao disco; é um disco mais variado que os anteriores; influenciou bandas como Deftones, Korn e Dillinger Escape Plan; produção e mixagem do Andy Wallace.
O que atrapalhou: A “alopração” do Mike Patton soou como “avacalhação” no disco; soa como o começo do fim do FNM; não houve “unidade” no som e eles tentaram atirar para todos os lados.
Músicas: “Ricochet”; “Get Out”; “Digging the grave”; “Last To Know” e “Evidence”.
3) Rush - Grace Under Pressure (1984)
Qualidades: foi um disco crucial para o desenvolvimento do som do Rush (mesmo com a própria banda tendo torcido o nariz para ele); Alex Lifeson levou adiante suas pesquisas com timbres sintetizados na guitarra, que dialogaram muito bem com os teclados, cada vez mais presentes no som da banda.
O que atrapalhou: a demissão do produtor Terry Brown antes das gravações e, na impossibilidade de ter Trevor Horn para substitui-lo, o cargo acabou ficando com Peter Henderson.
Músicas: “Distant Early Warning”; “Between the Wheels”; “The Body Electric” e “Red Lenses”.
4) Steve Vai - Real Illusions: Reflections (2005)
Qualidades: o mais conciso e completo disco do Vai desde de Fire Garden (1996), traz um pouco de tudo da carreira dele, com músicas mais diretas e melódicas aliadas à baladas que conseguem ser bregas e ótimas ao mesmo tempo.
O que atrapalhou: como sempre, a insistência do Steve Vai em músicas com vocais tornou a obra fragmentada.
Músicas: “Building The Church”; “Glorious”; “YaYa”; “Lotus Feet”; “Freak Show Excess”; “Dying For Your Love” e “Km Pee Du We”.
Qualidades: trouxe várias inovações tecnológicas na época; agradou até mesmo aos fãs mais xiitas, que queriam a volta de Steve Howe à banda; foi a primeira vez (nessa formação) que eles conseguiram compor juntos, sem preocupações comerciais; alia muito bem a pegada mais rock/pop dos anos 80 com o som mais progressivo dos anos 70.
O que atrapalhou: o selo Victory (braço da JVC japonesa) faliu em 1994, quando o disco estava sendo lançado e prejudicou muito a divulgação.
Músicas: “The Calling”; “Walls”; “Where Will You Be”; “Real Love” e “Endless Dream” (partes 1 e 2).
Veja também:
Tungcast#008: Discos subestimados (parte 2)