
FNM ao vivo no Maquinária Festival (7/11/2009) - Foto: Daigo Oliva / G1
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00:00 - Apresentação: “From Out of Nowhere” (PORRA! CARALHO!)
02:00 - Shows preliminares: Deftones e Jane’s Addiction dividindo opiniões.
05:00 - O show do Deftones foi prejudicado por terem tocado com o sol na cara.
06:40 - Jane’s Addicition: Dave Navarro é um guitarrista bastante requisitado e Perry Farrell é uma mistura de Ney Matogrosso, Caetano Veloso e Ziggy Stardust.
08:30 - A escolha das bandas no Maquinária 2009 foi muito feliz.
10:00 - Rafael Fernandes: “FNM foi o show da minha vida”.
11:00 - Início do show bem brega com “Reunited” (trecho).
12:30 - O tumulto na pista e a chuva antes do show.
15:30 - FNM: banda competente e afiada, mas sem grandes destaques — o show é do Mike Patton.
17:00 - Mike Patton debocha de tudo, até do seu próprio público — “O FNM é o anti-bundamolismo do rock”.
21:30 - A loucura do Mike Patton: o peido no microfone, o boquete no microfone, palavrões a esmo, os xingamentos aos roadies — e a fuga do estereótipo do Bon Jovi.
24:30 - The Real Thing: a chegada de Mike Patton já no final das gravações não o permitiu colocar sua marca excêntrica na banda — e isso talvez foi a razão do disco ter sido o maior sucesso comercial do FNM.
27:20 - Eles tocaram “Falling to Pieces” no Rio e erraram o tempo de “Ricochet” em Porto Alegre (veja o vídeo).
29:00 - Jornalistas ficam perdidos quando não conseguem achar um rótulo para uma banda.
31:00 - The Real Thing segue uma linha mais metal, mais sombria, mesclando com rocks mais acelerados (trecho “From Out of Nowhere”)
32:30 - Os projetos de Mike Patton fora do Faith No More (ouça trechos): Mr. Bungle, Fantomas, Tomahawk, Peeping Tom e participações com Kaada e Lovage.
39:40 - A banda se ressente de um grande disco (como Angel Dust) e do guitarrista Jim Martin?
41:00 - Jon Hudson segurou a onda muito bem no Album of the Year (trechos de “Ashes to Ashes” e “Stripsearch”).
46:00 - “Last Cup of Sorrow” soa muito bem ao vivo (trecho).
47:30 - Boa a versão de “Evidence”, cantada em português e dedicada ao Zé do Caixão — Mike Patton gosta mesmo do “Lado B” do ser humano.
48:30 - Momento hilário do show: o gordinho com a camisa do Pantera tapando a visão de todo mundo no telão.
50:00 - Pergunta final: essa turnê é caça-níquel ou a volta é pra valer? Negaram a vida toda que voltariam e, de repente, anunciam a turnê. Mike Patton no final do show no Maquinária: “Tchau Brasil, esse é o nosso último show aqui… Talvez”.
56:00 - Encerramento: “The Real Thing”, ao vivo no Download Festival 2009.
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6) Extreme - 3 Sides to Every Story (1992)
Qualidades: é a obra prima do Extreme; trabalho fora de série do Nuno Bittencourt, com guitarras funkeadas, riffs e solos memoráveis; fica clara a maturidade da banda em relação ao disco anterior, com letras irônicas e mensagens políticas.
O que atrapalhou: lançado em setembro de 1992 acabou ficando entre a sombra de “More Than Words” e a avalanche grunge, com suas letras depressivas e instrumental mais simples, jogando de lado o hard rock.
Músicas: “Rest in Peace”; “Politicalamity”; “Seven Sundays”; “Warheads”; “Everything Under The Sun”.
Qualidades: é o disco perfeito para entender a mistura de rock com música eletrônica; soube dosar os elementos eletrônicos, se tornando muito mais equilibrado e coeso do que Zooropa (1993).
O que atrapalhou: o visual extravagante no clipe de “Discotheque”, que trazia os integrantes vestidos de Village People, chocou as pessoas; com a turnê agendada, resultou na pressa em terminar o disco e a banda acabou “enxertando” músicas irrelevantes, como “Miami”.
Músicas: “Discotheque”; “Mofo”; “Gone”; “Last Night on Earth” e “Do You Feel Loved”.
8 ) Slash’s Snakepit - It’s Five O’Clock In Somewhere (1995)
Qualidades: hard rock (sem soar “velho”), é um dos melhores e mais elaborados trabalhos de guitarra do Slash (muito acima do que ele fez no Velvet Revolver), com peso, groove e boas melodias.
O que atrapalhou: o vocalista foi mal escolhido; Slash achou que ele poderia andar sozinho, com uma banda sem estrelas ao seu lado, mas fracassou na tentativa (tanto que ele fez o oposto no Velvet Revolver).
Músicas: “Good To Be Alive”; “Beggars & Hangers-On”; “Dime Store Rock”; “Monkey Show”; “Jizz Da Pit”.
Qualidades: símbolo de uma banda no auge, o disco equilibra bem o metal melódio e o metal progressivo; tem menos os clichês, é mais original e menos afetado que o Angels Cry (1993); uniu guitarras mais metaleiras do Kiko e do Rafael com as batidas mais brasileiras do Ricardo e o lado “Queen” do André Matos.
O que atrapalhou: mesmo tendo trazido influências brasileiras bem colocadas, o disco sofreu críticas porque, na mesma época, o Sepultura lançou o Roots e disse que o Angra tinha copiado essa influência brasileira no disco, esquecendo que ambos os discos foram lançados quase que simultaneamente.
Músicas: “Zito”; “Nothing To Say”; “Make Believe”; “Holy Land”; “Carolina IV” e “Lullaby For Lucifer”.
Nota de Rafael Fernandes: sobre a citação final a Nothing To Say, o correto é que no trecho comentado a música sobe 1 tom e meio.
10) Van Halen - Fair Warning (1981)
Qualidades: um dos melhores trabalhos de Eddie Van Halen na guitarra, com grande trabalho de harmônicos, “power chords”, “tapping” e solos que entraram para a história do rock; é um disco bastante reconhecido e exaltado entre todos os guitarristas que seguiram o rasto de Eddie.
O que atrapalhou: as vendas ficaram abaixo do esperado, pois o disco não tem “apelo” pop e não possui um hit de FM, mesmo que “Unchained” tenha se tornado um clássico; o disco trouxe temáticas que fugiam da característica de “Party Band” do Van Halen.
Músicas: “Mean Street”; “Unchained”; “So this is Love”; “Hear About it Later”; “Dirty Movies”; “Push Comes to Shove” e “One Foot Out the Door”.
Veja também:
Tungcast#007: Discos subestimados (parte 1)
Conheça o disco do Hermeto Paschoal, Por Diferentes Caminhos, citado no Holy Land (Angra) clicando aqui.