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00:00 - Apresentação de Luis Eduardo Matta, um escritor prodígio.
01:30 - O conceito da LPB (Literatura Popular Brasileira): uma lacuna que existe na literatura brasileira do ponto de vista do entretenimento, mais coloquial e voltada para o leitor médio, sem grandes preciosismos no estilo.
06:00 - O autor de LPB não pode ter ambições de ser considerado “gênio”. Quando um grande autor morre, muitos críticos acadêmicos tentam se apropriar da obra do autor para usá-la como vitrine.
08:30 - Por que falar mal do Paulo Coelho? A inveja e a ira santa contra o autor.
10:00 - Por que as noites de autógrafos são chatas e causam constrangimento?
11:00 - Preparação para quem quer ser escritor: ler por prazer, desde cedo — começando pela literatura infanto-juvenil.
14:20 - O fenômeno Harry Potter: quando chegou ao Brasil, em 2000, acabou com todas as previsões apocalípticas do tipo “a literatura morreu” ou “as novas gerações não gostam de ler”, abrindo um novo mercado editorial.
17:20 - E o Harry Potter traz vários arquétipos do inconsciente coletivo: o bruxo com a vassoura mágica, a luta do bem contra o mal.
22:00 - Antigamente você não encontrava uma seção infanto-juvenil como tem hoje.
24:00 - Formando não-leitores: enfiar cânones goela abaixo, com linguagem do século 19, cheia de nuances é um desserviço.
27:00 - A escola ainda é a porta de entrada para a leitura. As duas transições na leitura: quando se deixa de ler livros coloridos, cheios de ilustrações e depois, quando se deixa a literatura juvenil para começar na adulta (e essa última é feita através do cânone).
30:00 - A dificuldade de introduzir a leitura em jovens que vem de lares desestruturados e não querem ser doutrinados. Ainda nos falta um sistema educacional universal e de excelência.
34:30 - Não adianta dar José de Alencar aos jovens, não vai despertar a curiosidade deles. Pior: vai desenvolver uma tese de que a leitura é uma coisa chata.
35:40 - Não existe fórmula. Cada cidade, escola e classe vai possuir um interesse próprio, de acordo com a sua realidade. Trocar as provas sobre livros por debates em classe funcionam muito bem.
40:00 - Temos que introduzir os clássicos da literatura universal, como Homero, Sófocles, Shakespeare, Cervantes, Camões, Dostoievski, Victor Hugo… Mas não dar o livro e sim citá-los, ler trechos, contextualizá-los.
41:00 - Depois de uma palestra numa escola, uma professora veio mostrar as provas de O Guarani para uma classe de oitava série, mas nem a professora tinha lido o livro.
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00:00 - Apresentação: “Chinese Democracy” (a música)
01:00 - O que aconteceu entre 1996 (saída do Slash) e 2008? Por que o disco demorou tanto para ser gravado? Rafael Fernandes explica.
04:00 - Foi em 1999, com a banda formada, que as gravações começaram de fato — o que originou as demos de “I.R.S.”, “There Was a Time”, “Catcher in the Rye” e “Oh, My God”. Em 2001 já se dizia que eles tinham cerca de 50 músicas.
06:50 - A sonoridade das demos de 99 eram mais cruas, menos pesadas, com uma timbragem diferente — um resultado diferente do de 2008, mas interessante.
07:40 - Sempre tinha alguma especulação em torno do disco, exceto entre 2003 e 2006. Zakk Wylde chegou a declarar que lançaria um disco chamado Chinese Hypocrisy.
08:30 - Em 2004, a Geffen mandou um carta ao Axl dizendo que já tinha pago os US$ 13 milhões para o disco. Dali em diante, estaria tudo por conta dele. Com a turnê de 2006 (já com Bumblefoot na banda) eles “arrecadaram fundos” para terminar o disco.
10:15 - Axl insistiu que a bateria da faixa título deveria soar exatamente como em “Smells Like Teen Spirit”.
11:30 - A insanidade do Buckethead: a construção de um galinheiro no estúdio, o cocô de cachorro e os filmes pornô-hardcore.
13:20 - Josh Freese já tinha gravado quase todos os arranjos de bateria do disco, mas saiu da banda e o Brain teve de gravar tudo de novo, nota por nota.
17:00 - O disco foi proibido pela ditadura chinesa: a ironia do título, sendo o Axl, ele próprio um ditador dentro da banda.
18:30 - O riff da faixa título soa como rock industrial (meio NIN), mas depois envereda para o hard rock.
19:20 - Em “Shackler’s Revenge”, Bumblefoot usa guitarra sem traste, com poucos efeitos (ouça trecho)
21:10 - O disco é mesmo tão “superproduzido”? As várias colagens de instrumentos diversos dentro da música é superprodução ou é falta de produção? Em tempos de “indie rock”, um disco superproduzido não vem em boa hora? Uma faixa bem produzida é a balada “Sorry” (ouça trecho)
27:30 - “Better” é umas das melhores músicas compostas nos últimos 15 anos? Uma música difícil de definir, ora balada, ora pesada, com ótimo solo do Robin Finck (trecho)
31:30 - As nuances de “Madagascar”, com uma trompa duplicada no final.
32:50 - Os momentos bregas do disco: “Street of Dreams” dividindo opiniões (ouça trecho) e “This I Love”, que parece tirada do show de calouros do Silvio Santos.
35:00 - A crítica já chegou com pedras sem nem ouvir o Chinese Democracy? “If The World” é surpreendente, com batida funkeada e violão flamenco (ouça trecho)
38:30 - “There Was a Time” parece trilha sonora de filme hollywoodiano? (ouça trecho)
40:40 - Faltaram mais rocks vigorosos no disco, como “Riad N’ The Bedouins”? Felipe Machado (do Estadão) a achou parecida com “Imigrat Song”, do Led Zeppelin (trecho)
42:15 - Axl se perdeu com tantos músicos ou soube tirar o melhor de cada um?
46:30 - A formação atual da banda: Axl; Richard Fortus, Ron “Bumblefoot” Thal e DJ Ashba (guitarras); Tommy Stinson (baixo); Frank Ferrer (bateria); Dizzy Reed e Chris Pitman (teclados).
47:20 - Recado final às viúvas do Slash: esqueçam a punhetagem e curtam o momento atual do Guns.
47:50 - Encerramento: “Scraped”
Links relacionados:
Rafael Fernandes entrevista Bumblefoot