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Com a entrada do grunge na cena, alguns dinossauros reciclaram seu som, como U2, Ozzy e Van Halen — enquanto que outros se aposentaram (por diferentes razões), caso do Queen, Dire Straits e Genesis.
Nota dos editores: outros álbuns de 1991 não aparecem aqui, mas estão em seus respectivos Tungcasts, como Metallica (Black Album), Guns n’ Roses (Use Your Illusion), Rush (Roll the Bones) e Michael Jackson (Dangerous). Além deles ainda tivermos Sting, com The Soul Cages e Yes, com Union.
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U2 - Achtung Baby
Depois da saturação da fórmula dos anos 80, esse disco marcou a reviravolta na carreira deles, com uma influência mais europeia e uma nova abordagem sonora, com texturas e timbres sofisticados. Foi certamente o disco mais crucial da carreira do U2 e foi aí que eles se firmaram como uma das maiores bandas do mundo.
música ► “The Fly”
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Van Halen - For Unlawful Carnal Knowledge
Último grande álbum do Van Halen, sucesso de crítica, público e até entre os fãs xiitas. A produção trazia de volta Ted Templeman, que foi quem produziu os seis primeiros álbuns com David Lee Roth. Eddie Van Halen deixou os teclados um pouco de lado e mostrou todo o seu arsenal de guitarras e seu infindável vocabulário musical.
música ► “Poundcake”
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Queen - Innuendo
Despedida digna de uma das maiores bandas do rock, lançado meses antes da morte de Freddie Mercury. Alterna momentos megalonaniacos (faixa-título) com coisas pueris (”These Are the Days of Our Lives”) e a velha pegada rock dos anos 70 (”The Hitman”). Um disco diametralmente oposto à “volta” deles em 2008 com o asqueroso, venal e oportunista “Queen+Paul Rodgers”.
música ► “Innuendo”
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Ozzy Osbourne - No More Tears
Para muitos, o melhor disco da carreira do Ozzy. Depois da morte de Randy Rhoads, ele voltava com tudo trazendo Zakk Wilde no auge, com grandes riffs, solos antológicos (como na faixa-título) e ótimas composições. Foi a redenção definitiva do Madman, que reconsiderou sua aposentadoria após a turnê “No More Tours”.
música ► “Desire”
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Genesis - We Can’t Dance
Último disco de estúdio com Phil Collins no vocal (a banda ainda tentaria com outro vocalista em 1997, mas foi ignorada pelos fãs) que alterna momentos pop (influência da carreira solo do Phil) e algumas faixas mais longas, que remontavam o antigo Genesis progressivo.
música ► “Jesus He Knows Me”
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Dire Straits - On Every Street
Último disco da banda, teve boa repercussão e rendeu uma turnê de despedida. É menos pop do que o antecessor Brothers in Arms (1985), tem timbres de guitarra mais sutis e flerta perigosamente com o country em alguns momentos — o que seria um prelúdio para Mark Knopfler seguir carreira solo.
música ► “On Every Street”
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The Cult - Ceremony
Depois do início gótico e da imersão no rock de arena, eles lançam seu último grande disco, com a tradicional pegada hard rock e belos momentos acústicos. Depois em 1994 eles tentariam “modernizar” seu som com elementos eletrônicos e guitarras mais sujas (influência do grunge?).
música ► “Wild Hearted Son“
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Introdução: numa era em que não havia internet nem TV a Cabo, a MTV era referência entre os jovens. E 1991 foi o ano em que ocorreram profundas mudanças na indústria fonográfica. Metaleiros festivos e artistas pop pasteurizados deram adeus ao mainstream, para a entrada do grunge, um som mais sujo e direto.

Nirvana - Nevermind
Após o disco de estreia Bleach (1989), eles se distanciaram um pouco do som de garagem. O produtor Butch Wig “limpou” um pouco a microfonia e soube dar um ar mais pop ao som do Nirvana (mas sem pasteurizar), preservando o estilo sujão e autodestrutivo da banda.
música ► “In Bloom”
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Soundgarden - Badmotorfinger
Única banda grunge que chegou em 1991 com alguma estrada, já possuia uma boa bagagem no underground dos anos 80. Com uma proposta mais sombria e “arrastada”, guitarras sofisticadas (com enorme amplitude) e trazendo Chris Cornell no máximo de sua performance vocal.
música ► “Rusty Cage”
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Pearl Jam - Ten
Com esse disco de estreia, estourou nas rádios e na MTV, com uma proposta diferente (e mais palatável) do que o Nirvana. Eddie Vedder se tornou o poeta do grunge e o som da banda trazia a urgência e a energia juvenil, com guitarras vigorosas, letras fortes e ótimos arranjos.
música ► “Once”
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Red Hot Chili Peppers - BloodSugarSexMagik
Melhor álbum da banda. Disparado. Mostrava um som amadurecido pela experiência que tiveram nos anos 80. A produção de Rick Rubin estava afiada, sabendo escolher o melhor repertório em mais de 50 músicas gravadas. Ótimas guitarras, linhas de baixo funkeadas, letras irônicas e muita criatividade.
música ► “The Power of Equality”
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Lenny Kravitz - Mama Said
Em seu segundo álbum, ainda trazia fortes influências em Hendrix, Zeppelin, Stones e Stevie Wonder, mas o lado autoral começava a aparecer aos poucos. Fez de sua separação da atriz Lisa Bonet o tema central do disco, como atesta o mega-hit “It Ain’t Over Till It’s Over”.
música ► “Always On the Run”
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Mr. Big - Lean Into It
Como em toda a carreira, esse disco soa irregular e traz o lado mais venal da banda, com a hedionda balada “To Be With You”. Apesar de ter ficado na sombra do grunge, o álbum traz momentos criativos e músicas que mostravam todo o virtuosismo de Billy Sheehan e Paul Gilbert.
música ► “Daddy, Brother, Lover, Little Boy”
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REM - Out of Time
Precursores do “indie” nos anos 80, fugiram o quanto puderam do assédio das gravadoras. Depois de fechar com a Warner em 88, Out of Time era o primeiro sucesso da banda no mainstream, com massiva divulgação na MTV e clipes hiper-hypados como “Losing My Religion” e “Shinny Happy People”.
música ► “Radio Song“