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00:00 - Apresentando nosso convidado especial: Bruno do Amaral, do blog Tecnologiação.
02:00 - As publicações aqui no Brasil já enfrentavam problemas, com má distribuição, revistas mal editadas, sem público fiel. E a internet acabou sendo a pá de cal.
06:00 - “Por mais que se profissionalizem, as revistas sempre estarão atrasadas.”
07:00 - As revistas de guitarra focarem mais em equipamentos e lições para os guitarristas é uma boa estratégia?
08:00 - Ao tratar dos nichos específicos, os blogs especializados e fóruns cobrem melhor os assuntos do que o sites e revistas generalistas?
10:30 - Efeito bola de neve: sites como Blabbermouth e Whiplash acabam sendo pautados pelas fofocas da blogosfera e dos fóruns?
11:30 - O pior dos cenários: os fãs têm todas as informações, mas não têm senso crítico para escrever e os portais só querem multiplicar cliques com fofocas “bombásticas”.
13:00 - Falta uma separação entre o que é notícia e o que é boato nos grandes sites? A hierarquia e o trabalho de edição acabam se tornando cruciais.
14:00 - A Guitar Player ampliou o espaço para os equipamentos e lições de guitarra e as pautas começaram a se repetir (Steve Vai, Steve Morse…)
17:00 - Há público para as grandes matérias ou o negócio é só a fofoca mesmo? Há espaço (e leitores) para um Huffigton Post da música?
18:30 - A Rolling Stone brasileira trabalha com leis de incentivo e uma das condições impostas à revista era que todo o conteúdo fosse liberado no site — o que não acontece, na prática (para muitos, o problema maior é colocar o NX Zero pelado na capa).
20:30 - O jabá disfarçado de “serviço especiais”: viagens com tudo pago, almoços chiques, passeios de barco… Isso influencia no texto?
24:30 - Alguns artistas e bandas (como Gun N’ Roses) pagam a blogueiros para montar bunkers e barrar críticas e notícias negativas.
25:30 - Sobre os artistas que tentam “socializar” com o jornalista…
26:30 - Os bastidores da polêmica pré-audição do disco Chinese Democracy: fechada a alguns poucos jornalistas, a estratégia acabou se tornando um desastre.
28:00 - Quando o White Stripes voltar, é só fazer a mesma pré-audição com Lúcio Ribeiro, Thiago Ney e toda a turma do hype.
29:30 - A polêmica do jabá “Maria Rita/Veja”.
34:00 - A cobertura musical ainda segue muito os hypes idiotas da NME? Ficou mais pessoal e menos musical? Quando a Madonna veio ao Brasil, só se falou do “affair” dela com o tal Jesus Luz…
42:00 - Jornalistas brasileiros sabem cobrir os artistas do mercado interno? Ou é só o popularesco e as cantoras MPB que vão na onda do Caetano.
45:30 - Qual o futuro da cobertura musical? Agora é só seguir o Twitter dos artistas e ouvir o que tá pegando na LastFM? Continuaremos reféns do hype e do “modelo Forastieri de jornalismo”? Faltam artistas mais no estilo desbocado do Lobão?
Só atualizando: a cobertura da imprensa internacional sobre a morte de Amy Whinehouse mostrou bem que a fofoca e o hype já assassinaram a música na mídia.
[...] Antes de seguir com minhas impressões sobre o Rock in Rio 2011, vale uma reflexão sobre a cobertura televisiva do festival. Pelo time escalado para cobrir o evento, tem-se a clara revelação de que não existe cobertura musical nem mesmo na TV a cabo. O fato de alguns dos apresentadores terem trabalhado da MTV não fez nenhuma diferença. Parece que tudo faz parte da mesma massacora do jornalismo de celebridade, feito diretamente da área “vip”. É como se todo e qualquer evento aqui no Brasil fosse um grande carnaval na Sapucaí e a imprensa fizesse a transmissão direto do camarote da Brahma. Não tem como ser feliz com um jornalismo vazio de informação musical e cheio de entrevistas com “celebridades” que não entendem nada de música. Pior é constatar que, no fim, esse tipo de cobertura faz sucesso, pois brasileiro não liga para música (nem pra futebol o brasileiro liga). Brasileiro gosta é de oba-oba. Pode funcionar para quem só quer saber de farra, mas para o público que gosta de música e quer informações sobre os artistas, falta conhecimento musical, falta análise, faltam entrevistas interessantes. Enfim, falta tudo para a cobertura musical sair desse superficialismo. [...]