Tungcast#043: MPB

Grandes artistas da MPB, no traço e nas cores de Baptistão

Grandes artistas da MPB, no traço e nas cores de Baptistão

 

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00:00 - Apresentando nosso convidado especial: Eduardo Baptistão, ilustrador/caricaturista do Estadão e grande estudioso da MPB.
03:00 - Geek assumido, Baptistão deu seus primeiros passos ouvindo a Rádio Cidade e Eldorado e dedilhou seus primeiros acordes no colegial, descobrindo Caetano e Gil. Hoje conta com uma coleção de mais de 3 mil CDs.
06:00 - O que significa MPB, afinal? Ela abrange toda a música feita aqui ou se restringe àquela coisa intelecualizada?
09:00 - A música brasileira é a mais rica do mundo? Por que tantos artistas nacionais são tão reconhecidos lá fora e aqui não recebem a mesma atenção? Os exemplo de Ivan Lins, Chico Pinheiro e Joyce Moreno.
11:00 - O comercialismo e a falta de sinceridade de alguns artistas brasileiros, que fazem o jogo da indústria para se colocar no mercado. O exemplo da Roberta Sá no reality show “Fama”.
12:30 - Artistas um pouco mais sofisticados ficam estigmatizados como “difíceis” aqui no Brasil? A efervescência, os festivais e a própria ditadura fez com que a geração da década de 60 fosse a melhor de nossa história?
15:30 - Por que não houve renovação da geração 60? Os astros daquela época foram substituídos pelo BRock dos anos 80 e pelos pagodes, sertanejos e axés da vida? A indústria impôs uma popularização (no mau sentido) da música? Artistas talentosos ficaram no meio do caminho? O exemplo do projeto “Puta que pariu, você que não ouviu”, que trazia Guinga, Celso Viáfora, Vicente Barreto, Sérgio Santos e Jean E Paulo Garfunkel, entre outros.
22:00 - As capitanias hereditárias da MPB: por que todo artista novo precisa gravar um sucesso do Caetano, Gil ou Chico para se lançar no mercado? Os figurões da MPB viraram uma muleta para os novos ou foi a única saída que a indústria encontrou?
25:00 -  Existe o Caetano pré e pós Paula Lavigne? Os prós e os contras dessa tranformação. Por que o Caetano se tornou onipresente na cultura nacional?
28:30 - Por que as pessoas atacam o Chico apenas por suas posições políticas e esquecem a música?
32:30 - O que mudou entre o “popular” dos anos 60 e o de hoje? O nível cultural da população interferiu?
34:00 - Por que Roberto Carlos, mesmo depois de 40 anos fazendo a mesma coisa, ainda é o “rei”? A “majestade” se acomodou em fazer música para caminhoneiro? O Erasmo envelheceu melhor?
40:00 - A história trágica de Wilson Simonal, contada no livro Nem vem que não tem, do jornalista Ricardo Alexandre. Embora o livro mostre que ele não era delator da ditadura, ele fez o uso do aparato policial para resolver uma rixa pessoal e não escondeu sua amizade com generais do regime (ouça trecho do “Tributo a Martin Luther King”)
49:00 - No extremo oposto, está o livro Vale Tudo - O Som e a Fúria de Tim Maia, de Nelson Motta. Sempre às raias da loucura, era um artista nato: a voz, o swing, o ritmo e a musicalidade (ouça trecho de “A Bela e a Fera”)
57:00 - Quais são os rumos da MPB? Há muito artistas para pouco espaço no mercado? A integridade artística versus a concessão.
01:00:00 - “A Rádio Cultura AM ainda consegue manter uma boa programação de MPB”
01:02:20 - Sérgio Sampaio, morto em 1994,
se tornou um “artista maldito” por não fazer concessões em sua carreira. Zeca Baleiro fez o trabalho de resgate e lançou seu disco póstumo. Encerramento com “Pobre Meu Pai”