Tungcast#037: Dream Theater

foto: dreamtheater.net

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00:00 - Abertura: “As I Am”
02:00 - O começo da banda na faculdade de música em Berklee: fãs de metal num ambiente mais jazzístico.
04:00 - A entrada (e saída) do vocalista Charlie Dominici — que seguia uma linha mais crooner — e o primeiro álbum When Dream And Day Unite.
08:00 - A entrada de James LaBrie, o contrato com a ATCO e os problemas na gravação e produção do segundo álbum, Images and Words — que foi muito bem recebido por público e crítica (ouça trecho de “Learning to Live”)
14:40 - Awake é um álbum mais sombrio e mostra a evolução musical da banda. A saída do tecladista Kevin Moore para a entrada do Derek Sherinian (trecho de “6:00″)
23:30 - No EP A Change of Seasons, a faixa-título é a síntese do som do Dream Theater.
26:30 - A polêmica em torno do álbum Falling Into Infinity: as brigas com a gravadora, o excesso de baladas, a participação de Desmond Child e a má recepção por parte dos fãs (trecho de “New Millennium”, em que o baixista John Myung usa um Chapman Stick)
35:00 - A demissão de Derek Sherinian e a entrada Jordan Rudess, a banda lutando por mais liberdade artística e Portnoy e Petrucci assumindo a produção da banda.
39:00 - Metropolis Pt 2 - Scenes From a Memory se torna sucesso de público e crítica por ser um progressivo mais “clássico” e por trazer conceito e referências, mas é um álbum superestimado.
43:10 - 6 Degrees of Inner Turbulence é o resultado direto de uma banda livre de pressão e mais entrosada com Jordan Rudess. “Misunderstood” é uma música com potencial desperdiçado - a versão editada é melhor. “Blind Faith” é o exemplo da banda focada na canção, sem obrigatoriedades de virtuosismos ou de gravadora (ouça trecho)
49:30 - Em Train Of Thought a banda se propôs a fazer um álbum na linha metal anos 80 com pitadas modernas, mas que ignora o lado progressivo.
50:30 - Octavarium é o disco “sinal amarelo”, onde a banda já começa a se repetir e se perder, mas ainda vale pela faixa-título (ouça trecho)
54:00 - Systematic Chaos e Black Clouds & Silver Linings são símbolos da estafa criativa de uma banda em crise de identidade e que, cada vez mais, se perde em referências como Muse e, pasmem, Evanescence.
58:00 - Recado aos fãs: em vez de ficar manietando a liberdade criativa da banda, deixe-os trabalhar! Fãs xiitas do Dream Theater: envelheçam!
1:00:00 - Ouça o trecho bom de uma música desperdiçada: “A Nightmare to Remember”
1:01:30 - Mike Portnoy: a prima dona do rock. A saída conturbada da banda em 2010. Ele se superestimou? Tentou se fazer de vítima?
1:07:30 - Seria correto dizer que Dream Theater sem Mike Portnoy é o mesmo que Iron Maiden sem Steve Harris? Rafael Fernandes responde.
1:08:50 - O novo baterista: depois de uma seleção entre 7 bateristas (veja documentário), Mike Mangini é o escolhido. Professor da Berklee, tecnicamente é perfeito e já tocou com Extreme e Steve Vai.
1:12:30 - Não é meio óbvio que Mike Portnoy um dia voltará ao Dream Theater?
1:15:40 - Encerramento: “A Change of Seasons”

Tungcast#029: Rush (parte 2) - documentário e show

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00:00 - Abertura: “Cygnus X-1″
01:40 - Por que o show desse ano não teve o mesmo público de 2002? Feriado, SWU e a falta do fator “novidade”.
03:30 - O Rush mudando com o mercado: hoje todas as turnês saem em CD e DVD, o que os obriga a mudar bastante o repertório.
05:30 - Um novo nicho descoberto no mercado de shows: a turnês comemorativas, que mostram a longevidade das bandas clássicas e servem como descoberta para as novas gerações.
07:20 - Os esquetes de humor no show mostram como a banda investe na auto-paródia, em contraste com o recente endeusamento feito no documentário.
10:00 - Beyond the Lighted Stage: no documentário, eles se mostram caras comuns e também são apresentadas figuras pouco conhecidas pelos fãs, como os pais de Geddy, Neil e Alex (trecho de “Lessons”)
13:00 - Finalmente Neil Peart tem a chance de explicar sua aversão às adulações dos fãs.
14:10 - É justificada essa histeria com o Rush? No filme, músicos como Sabastian Bach, Billy Corgan, Mike Portnoy, Kirk Hammett, Trent Reznor e Gene Simmons, junto a figuras como Jack Black e Matt Stone os pintam como semi-deuses.
15:30 - Rush é uma banda que se doa pela música, o que em parte explica o fato de nunca terem participado das “panelinhas” e de terem escapado dos clichês do rock (egos, drogas, brigas).
18:20 - Tecnicamente perfeita, “La Villa Strangiatto” é um marco na carreira da banda e gerou uma verdadeira obsessão nos fãs (ouça trecho)
24:00 - Por que o Rush se tornou uma banda “cult”? O fato deles nunca terem jogado o jogo da indústria preservou a integridade artística.
27:00 - O filme Eu Te Amo, Cara ajudou a banda a ser menos “uncool”? A popularização da internet ajudou as bandas que sempre ficaram de fora do circuito mainstream? (trecho de “The Weapon”)
31:00 - Num momento tão disperso e venal da indústria fonográfica, a integridade artística do Rush atraiu novos fãs, ávidos por dedicação e paixão pela música?
33:00 - Segundo Billy Corgan, Beatles e Led Zeppelin foram “superexplicados”, enquanto que o Rush ainda é “subexplicado”. Com a chegada do documentário e a informação disseminada na internet, isso mudou (trecho de “Where’s My Thing”)
35:30 - Ray Danniels: saiba tudo sobre o caráter discutível do empresário da banda. Tirou Geddy Lee da banda ainda nos anos 60 e afundou o Van Halen nos anos 90.
41:00 - “Natural Science” é uma música que ganha muita força ao vivo, além de ter servido de grande inspiração ao Dream Theater (ouça trecho)
44:00 - O que esperar do futuro do Rush? O formato álbum tem sido questionado até pela própria banda, mas deve continuar.
46:00 - Encerramento com “Far Cry”, uma das melhores músicas da década de 2000.

Para ler
Estadão: Rush, muito além do palco (sobre o documentário)
Estadão: Ao se auto-parodiar, o Rush constrói o próprio mito (sobre o show)

Para ouvir
Tungcast#026: Rush (parte 1) - a discografia

Tungcast#028: Metallica

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00:00 - Abertura: “Master Of Puppets”
01:30 - Apresentando nosso convidado especial: Filipe Campoi
03:00 - A grande reviravolta do Metallica foi com o multiplatinado Black Album. Bob Rock entrou com uma pegada mais hard rock e o público da banda se multiplicou.
04:00 - …And Justice For All tinha uma pegada quase progressiva, com músicas longas e complexas (trecho de “Blackened”)
07:00 - Lars e Hetfield sempre foram os mentores do som do Metallica.
11:00 - A revolução sonora que o Metallica criou. Na bateria, o bumbo com pedal duplo “metralhadora” e na guitarra a palhetada “de três” (trecho de “Battery”)
13:00 - Metallica é influência para qualquer banda metal no mundo? “Até as bandas emos são influenciadas pelo Metallica”.
15:00 - St. Anger é um disco incompreendido? A abordagem meio hardcore foi errada? O que faltou? (trecho de “Frantic”)
20:00 - Load é um grande disco, com sonoridade única, mas por que foi tão massacrado pelos fãs? (trecho de “Until It Sleeps”)
25:00 - “Pô, ‘The Unforgiven’ é música pra gozar na cara da mina”. Por que os fãs de Metallica são tão xiitas e metidos a “macho man”?
28:00 - Some Kind of Monster: por que lançar um documentário tão polêmico? Foi uma tentativa de justificar a sonoridade diferente do St. Anger? (trecho de “Enter Sandman”)
31:15 - Por que ficam remoendo até hoje a saída do Dave Mustaine? Até parece que ele não montou o Megadeth…
34:00 - A polêmica do Metallica com o Napster. Foi um tiro no pé? A repercussão do caso e o exemplo do Sepultura com a pirataria (trecho de “Fuel”)
39:30 - A entrada do Rick Rubin na produção trouxe o Metallica para perto dos fãs novamente. Death Magnetic retoma a sonoridade do …And Justice For All?
45:40 - Encerramento: “My Apocalypse”

Tungcast#026: Rush (parte 1) - a discografia

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00:00 - Apresentação: Tom “McGyver” Sawyer
01:00 - O primeiro disco mostra uma banda crua e ainda contava com John Rutsey na batera. O single “Working Man” explodiu numa rádio em Cleveland e lhes rendeu o contrato com a Mercury.
03:00 - A entrada de Neil Peart e a chegada dos temas conceituais no disco Fly By Night. Começava a polêmica em torno da voz do Geddy Lee.
08:10 - Carress of Steel é o disco mais controverso da carreira da banda, pois exagerava o tema conceitual e quase leva a banda ao fim das atividades.
09:30 - 2112 foi uma afronta à gravadora (que queria singles) e se tornou um sucesso, comprando a liberdade artística da banda para sempre.
16:00 - Os paralelos com a obra da escritora Ayn Rand trouxe polêmicas para o Rush, acusados de ultra-direita e satanismo (ouça “Gran Finale”, última parte de “2112″)
21:30 - Farewell to Kings marca o início de uma nova fase, com a adição de teclados ao som da banda e que trazia o clássico “Closer To The Heart”.
23:00 - Hemispheres é o Rush mais megalomaníaco, com longas faixas conceituais e temas instrumentais — e que trazia influências de bandas como Yes e Genesis (ouça trecho de “Prelude”, primeira parte da saga “Hemispheres”)
26:30 - Permanent Waves é uma guinada na carreira do Rush, fugindo do modelo conceitual e mostrando uma banda multifacetada (trecho de “Spirit of Radio”)
30:30 - Moving Pictures é o ápice da banda e unanimidade entre os fãs. É também o tema da atual turnê Time Machine (trecho de “The Camera Eye”)
36:00 - Subdivisions marca o início da fase “teclados” do Rush, gerando controvérsia entre os fãs (trecho de “Digital Man”)
38:50 - O passo seguinte é Grace Under Pressure, um disco subestimado.
39:20 - Power Windows foi o épice dos exageros com teclados e samplers e gerou discussões na banda — especialmente com Alex (trecho de “Middletown Dreams”)
42:20 - Hold Your Fire é o disco mais pop da banda, com boas melodias e guitarras limpas (trecho de “Lock and Key”)
44:40 - Presto é a primeira tentativa (mal sucedida) de fugir dos teclados.
45:20 - Roll the Bones ainda não representou uma mudança no som do Rush, mas fez muito sucesso no Brasil.
46:50 - Com Counterparts eles conseguiram fazer o “contraponto” com a fase dos teclados, trazendo riffs mais simples e guitarras mais “sujas”.
47:40 - Test for Echo era o disco que eles estavam buscando, aliando o peso do início da banda com bons riffs e pouquíssimos teclados (trecho de “Limbo”). A influência do Rush no som do Dream Theater — especialmente em Permanent Waves.
52:40 - Depois da tragédia pessoal do Peart, eles voltam em 2002 com Vapor Trails, que é o disco mais fraco da banda, mas os trouxeram pela primeira vez ao Brasil.
55:10 - Depois do disco de covers Feedback e a turnê R30, Snakes and Arrows traz de volta o equilíbrio entre peso e teclados de Test for Echo.
59:00 - Encerramento com a nova faixa “Caravan”

Para ler
Jornal da Tarde - Rush: quando o rock vira religião
Trágico e Cômico - Especial RUSH

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Tungcast#029: Rush (parte 2) - documentário e show

Tungcast#015: GNR (parte 2) - Chinese Democracy

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00:00 - Apresentação: “Chinese Democracy” (a música)
01:00 - O que aconteceu entre 1996 (saída do Slash) e 2008? Por que o disco demorou tanto para ser gravado? Rafael Fernandes explica.
04:00 - Foi em 1999, com a banda formada, que as gravações começaram de fato — o que originou as demos de “I.R.S.”, “There Was a Time”, “Catcher in the Rye” e “Oh, My God”. Em 2001 já se dizia que eles tinham cerca de 50 músicas.
06:50 - A sonoridade das demos de 99 eram mais cruas, menos pesadas, com uma timbragem diferente — um resultado diferente do de 2008, mas interessante.
07:40 - Sempre tinha alguma especulação em torno do disco, exceto entre 2003 e 2006. Zakk Wylde chegou a declarar que lançaria um disco chamado Chinese Hypocrisy.
08:30 - Em 2004, a Geffen mandou um carta ao Axl dizendo que já tinha pago os US$ 13 milhões para o disco. Dali em diante, estaria tudo por conta dele. Com a turnê de 2006 (já com Bumblefoot na banda) eles “arrecadaram fundos” para terminar o disco.
10:15 - Axl insistiu que a bateria da faixa título deveria soar exatamente como em “Smells Like Teen Spirit”.
11:30 - A insanidade do Buckethead: a construção de um galinheiro no estúdio, o cocô de cachorro e os filmes pornô-hardcore.
13:20 - Josh Freese já tinha gravado quase todos os arranjos de bateria do disco, mas saiu da banda e o Brain teve de gravar tudo de novo, nota por nota.
17:00 - O disco foi proibido pela ditadura chinesa: a ironia do título, sendo o Axl, ele próprio um ditador dentro da banda.
18:30 - O riff da faixa título soa como rock industrial (meio NIN), mas depois envereda para o hard rock.
19:20 - Em “Shackler’s Revenge”, Bumblefoot usa guitarra sem traste, com poucos efeitos (ouça trecho)
21:10 - O disco é mesmo tão “superproduzido”? As várias colagens de instrumentos diversos dentro da música é superprodução ou é falta de produção? Em tempos de “indie rock”, um disco superproduzido não vem em boa hora? Uma faixa bem produzida é a balada “Sorry” (ouça trecho)
27:30 - “Better” é umas das melhores músicas compostas nos últimos 15 anos? Uma música difícil de definir, ora balada, ora pesada, com ótimo solo do Robin Finck (trecho)
31:30 - As nuances de “Madagascar”, com uma trompa duplicada no final.
32:50 - Os momentos bregas do disco: “Street of Dreams” dividindo opiniões (ouça trecho) e “This I Love”, que parece tirada do show de calouros do Silvio Santos.
35:00 - A crítica já chegou com pedras sem nem ouvir o Chinese Democracy? “If The World” é surpreendente, com batida funkeada e violão flamenco (ouça trecho)
38:30 - “There Was a Time” parece trilha sonora de filme hollywoodiano? (ouça trecho)
40:40 - Faltaram mais rocks vigorosos no disco, como “Riad N’ The Bedouins”? Felipe Machado (do Estadão) a achou parecida com “Imigrat Song”, do Led Zeppelin (trecho)
42:15 - Axl se perdeu com tantos músicos ou soube tirar o melhor de cada um?
46:30 - A formação atual da banda: Axl; Richard Fortus, Ron “Bumblefoot” Thal e DJ Ashba (guitarras); Tommy Stinson (baixo); Frank Ferrer (bateria); Dizzy Reed e Chris Pitman (teclados).
47:20 - Recado final às viúvas do Slash: esqueçam a punhetagem e curtam o momento atual do Guns.
47:50 - Encerramento: “Scraped”

Para ler
Chinese Democracy: grande disco
Rafael Fernandes entrevista Bumblefoot

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Tungcast#014: Guns N’ Roses (parte 1)

Tungcast#014: Guns N’ Roses (parte 1)

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00:00 - Apresentação: “Welcome to the Jungle”
02:00 - O começo de tudo: um bando de junkies sem um foco inicial — uma banda que tinha tudo para dar errado.
04:00 - O “causo” do Axl nos primórdios da banda, quando se jogou do carro do Slash em movimento.
05:30 - A disputa entre a Geffen e a Warner para fechar com o Guns e os jantares “na faixa” que eles recebiam.
07:00 - A influência do Aerosmith no som do Guns. As rixas com o Poison e Great White. Todos queriam ser Motley Crue nos anos 80.
09:30 - A dificuldade de se concentrar nas gravações do Apettite. Os problemas com heroína e com o álcool. O trabalho que Tom Zutaut teve para colocar a banda nos eixos.
12:00 - A dificuldade de emplacar o Guns na MTV. Apettite demorou quase 2 anos para “pegar” de verdade. “Sweet Child O’Mine” foi escondida no lado 2 do disco propositadamente.
14:40 - A permissividade dos outros integrantes da banda (porque estavam todos drogados) com a megalomania do Axl, que já começava a mostrar seus tentáculos.
17:50 - O solo de “Sweet Child O’Mine”, que começa melódico e vai ficando agressivo, até explodir no final. Perfeito.
19:40 - O sucesso do Apettite For Destruction: a crueza nos riffs, grandes melodias e a pegada certa do hard rock (trecho de “It’s So Easy”)
24:00 - Os gemidos de Adriana Smith (namorada do Steven Adler) em “Rocket Queen” eram reais — com o Axl ajudando a dar mais “dramaticidade” (ouça trecho)
26:00 - A bateria tribal com o grito do Axl no final de “Welcome to the Jungle” e o timbre no início de “Paradise City” (trechos)
29:00 - “November Rain”, “Back Off Bitch” e “Don’t Cry” entraram no Use Your Illusion, mas já existiam muito antes do disco existir.
31:00 - “Don’t Cry” é aquela música que explora os clichês mais surrados. O tenebroso vocal no fim dessa música fez de Axl Rose o “Raimundo Fagner do rock’n'roll”.
32:30 - Use Your Illusion é o começo do fim pro Guns? Daria para condensar tudo em um CD simples (ou vinil duplo)? Tudo ficou muito dividido: as músicas do Axl, as do Slash e as do Izzy (trechos de “Locomotive”, “Estranged” e o solo de “Breakdown”)
37:00 - The Spaghetti Incident mostrou uma banda esfacelada. O Guns perdeu muito com a saída do Izzy? Gilby Clark foi um bom substituto?
39:30 - Axl criou no Izzy uma tolerância zero com vocalistas? Izzy vai continuar fazendo turnês e sendo amigo de todo mundo, sem se comprometer com ninguém — é o @oclebermachado do Guns N’ Roses.
41:30 - As várias versões para a saída do Slash em 1995. Um festival de contradições de ambas as partes: a demissão do Gilby Clark, a entrada de Paul Huge, a polêmica gravação de “Sympathy For the Devil” e o lançamento do disco do Snakepit.
47:30 - Slash: se perdeu na heroína e nunca colocou a música (e a guitarra) como sua prioridade. Axl: um louco de pedra. Guns N’ Roses: uma grande e caótica banda que já nasceu na iminência de acabar.
49:50 - Encerramento: “Nightrain”

Ouça também
Tungcast#015: GNR (parte 2) - Chinese Democracy

Tungcast#011: AC/DC

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00:00 - Apresentação: “If You Want Blood (You’ve Got It)”
02:00 - Os problemas com o credenciamento e a saga de Diogo Salles para poder ir ao show (agradecimento especial a Andrezza Cholfe).
03:45 - O AC/DC é que é o antibundamolismo do rock — e não o Faith no More.
05:00 - Eles são repetitivos ou sabem se reinventar?
06:50 - O AC/DC consegue aglutinar os fãs do U2 e do Iron Maiden no mesmo show.
08:00 - O apelo do fãs para que a banda mudasse o setlist do show. Faltaram surpresas (como foi “Girls Got Rhythm” em 1996 - ouça trecho)?
11:40 - “Shoot to Thrill” e “Dog Eat Dog” poderiam sair do setlist para dar lugar a outros clássicos? O striptease do Angus Young em “The Jack” já deu o que tinha que dar?
14:30 - A qualidade do som foi impecável — assim como em 96 já havia sido. É uma turnê preparada para grandes arenas: o posicionamento das caixas de som e dos telões.
17:00 - O AC/DC respeita os seus fãs: entram no palco com o jogo ganho, mas mesmo assim, dão o melhor deles. O “tiozinho” Angus Young, quando sobe ao palco, se torna um cara muito poderoso, hipnotizando os fãs. Brian Johnson parece um caminhoneiro, mas sabe agitar a galera.
20:00 - “Thunderstruck” sempre é explosiva no palco, com os telões trepidando. O público pediu “Jailbreak”.
22:00 - Músicas do novo disco: “Big Jack” merecia entrar no setlist? Por que não “Stormy Mayday”? (ouça trecho)
23:30 - Momentos clássicos do show: a boneca inflável em “Whole Lotta Rosie” e o solo de Angus em “Let There Be Rock” (o hino do headbangers)
24:30 - A história do serial killer “Night Stalker” que era um fã de AC/DC e teria uma fixação pela música “Night Prowler” (trecho)
27:00 - Qual a importância do AC/DC para o rock? Eles são uma banda de “greatest hits”? Diferente da maioria das bandas, eles não tem a pretensão de revolucionar nada — só de tocar rock n’ roll.
30:00 - Uma banda sem egos, sem rixas. Brian Johnson canta o repertório do Bon Scott sem reclamar. A entrada de Bon Scott na banda (como motorista) e sua morte, depois de uma bebedeira.
32:30 - AC/DC parodiando o Led Zeppelin: Whole Lotta Love / Whole Lotta Rosie e Stairway to Heaven / Highway to Hell.
33:30 - A influência do AC/DC no filme “Escola de Rock” e no próprio Jack Black. A mensagem final do filme com “It’s a Long Way To The Top (If You Wanna Rock n’ Roll)” (trecho)
37:00 - Músicas subestimadas: “Gone Shootin” e “Sin City” (trechos)
39:00 - Encerramento: “Hells Bells”

Links relacionados:
Crítica: “AC/DC back in Black Ice

Tungcast#010: Living Colour

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00:00 - Apresentação: “Time’s Up”
01:40 - Conhecendo o novo disco: o single “Behind the Sun”, a agressividade de “Burning Bridges” — “Young Man” e “Decadance” dividindo opiniões.
07:00 - “Bless Those” lembra “Love Rears Its Ugly Head”? Já “Hard Times” é vigorosa e passa uma mensagem importante.
10:30 - O experimentalismo de Vernon Reid e William Calhoun influenciou a banda a tomar direções muito diferentes?
12:20 - “Pride” é a música mais injustiçada do Living Colour (trecho)
14:30 - “Cult of Personality” é “anos 80 demais”? Rafael Fernandes explica.
16:00 - Stain (1993) foi um passo à frente na carreira deles, mas tinha uma pegada mais sombria e mostrava o início do desgaste na banda.
17:40 - Grande parte das bandas surgidas nos anos 80 sofreram com os excessos impostos pela indústria e acabaram se dissolvendo nos anos 90.
19:20 - A saída de Vernon Reid da banda em 1995 e a posterior dissolução.
20:30 - As características do Living Colour: o peso instrumental, o groove de Corey Glover, o apelo pop e a influência da música negra causaram uma mistura explosiva e única no som da banda.
23:30 - O virtuosismo e as experimentações de Vernon Reid com timbres exóticos: trecho da carreira solo e de “Not Tomorrow”, do novo disco.
26:00 - Living Colour ao vivo: quatro protagonistas no palco (resenha da Rolling Stone) — “Corey Glover foi o vocalista que mais me impressionou ao vivo”.
29:00 - Collideoscope (2003) foi um disco fragmentado, mas possui bons momentos, com “Flying” (trecho)
30:50 - Para solar o guitarrista deve quebrar a munheca ou movimentar o antebraço inteiro? Vernon Reid é adepto da segunda opção.
32:00 - William Calhoun é um baterista fora dos padrões, colocando diversos detalhes e nuances, definindo o swing e o peso no som da banda.
34:00 - O Living Colour foi o som certo surgido no momento certo (1988) e Mick Jagger foi quem os descobriu, se tornando o padrinho da banda.
36:00 - Os músicos do Living Colour são também grandes entertainers (trecho de “Elvis is Dead”), muito ao contrário dos posers dos anos 80 e dos pseudo-blasés de hoje.
41:00 - A banda não se encaixa em nenhum dos padrões, não segue modismos e não participa de nenhuma “panelinha”.
43:00 - Encerramento: “The Cult of Personality”, para os neófitos.

Tungcast#009: Faith No More

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FNM ao vivo no Maquinária Festival (7/11/2009) - Foto: Daigo Oliva / G1

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00:00 - Apresentação: “From Out of Nowhere” (PORRA! CARALHO!)
02:00 - Shows preliminares: Deftones e Jane’s Addiction dividindo opiniões.
05:00 - O show do Deftones foi prejudicado por terem tocado com o sol na cara.
06:40 - Jane’s Addicition: Dave Navarro é um guitarrista bastante requisitado e Perry Farrell é uma mistura de Ney Matogrosso, Caetano Veloso e Ziggy Stardust.
08:30 - A escolha das bandas no Maquinária 2009 foi muito feliz.
10:00 - Rafael Fernandes: “FNM foi o show da minha vida”.
11:00 - Início do show bem brega com “Reunited” (trecho).
12:30 - O tumulto na pista e a chuva antes do show.
15:30 - FNM: banda competente e afiada, mas sem grandes destaques — o show é do Mike Patton.
17:00 - Mike Patton debocha de tudo, até do seu próprio público — “O FNM é o anti-bundamolismo do rock”.
21:30 - A loucura do Mike Patton: o peido no microfone, o boquete no microfone, palavrões a esmo, os xingamentos aos roadies — e a fuga do estereótipo do Bon Jovi.
24:30 - The Real Thing: a chegada de Mike Patton já no final das gravações não o permitiu colocar sua marca excêntrica na banda — e isso talvez foi a razão do disco ter sido o maior sucesso comercial do FNM.
27:20 - Eles tocaram “Falling to Pieces” no Rio e erraram o tempo de “Ricochet” em Porto Alegre (veja o vídeo).
29:00 - Jornalistas ficam perdidos quando não conseguem achar um rótulo para uma banda.
31:00 - The Real Thing segue uma linha mais metal, mais sombria, mesclando com rocks mais acelerados (trecho “From Out of Nowhere”)
32:30 - Os projetos de Mike Patton fora do Faith No More (ouça trechos): Mr. Bungle, Fantomas, Tomahawk, Peeping Tom e participações com Kaada e Lovage.
39:40 - A banda se ressente de um grande disco (como Angel Dust) e do guitarrista Jim Martin?
41:00 - Jon Hudson segurou a onda muito bem no Album of the Year (trechos de “Ashes to Ashes” e “Stripsearch”).
46:00 - “Last Cup of Sorrow” soa muito bem ao vivo (trecho).
47:30 - Boa a versão de “Evidence”, cantada em português e dedicada ao Zé do Caixão — Mike Patton gosta mesmo do “Lado B” do ser humano.
48:30 - Momento hilário do show: o gordinho com a camisa do Pantera tapando a visão de todo mundo no telão.
50:00 - Pergunta final: essa turnê é caça-níquel ou a volta é pra valer? Negaram a vida toda que voltariam e, de repente, anunciam a turnê. Mike Patton no final do show no Maquinária: “Tchau Brasil, esse é o nosso último show aqui… Talvez”.
56:00 - Encerramento: “The Real Thing”, ao vivo no Download Festival 2009.

Tungcast#006: Chickenfoot

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Foto: Eduardo Pinheiro (show - Chickenfoot em Houston/Texas - mais fotos aqui)

Ouça Online:

 

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00:00 - “Soap on a Rope” — apresentando convidado especial: Érico Salutti
01:00 - Chickenfoot foi uma coisa nova que surgiu para arejar o cenário musical.
02:40 - Joe Satriani conseguiu ser parte de uma banda, sem ter a “síndrome do artista solo”, privilegiando as “bases” nas músicas.
05:00 - Quem manda numa banda de rock é o guitarrista e/ou o vocalista. Satriani foi um guitar-hero no Chickenfoot?
09:30 - Chad Smith é um baterista subestimado no rock. Ele toca para a banda, para a música, assim como Charlie Watts faz no Rolling Stones.
11:00 - Lars Ulrich dizia que, no início de sua carreira, só queria saber de ouvir o Neil Peart (Rush) e estranhava o estilo “simples” do Charlie Watts nos Stones. Hoje, ele diz só ouve o Watts. O virtuosismo é sempre necessário?
12:50 - “O mérito deles foi não ter se escorado no rótulo de superbanda, mas ao mesmo tempo, não apresentaram nada novo — mesmo tendo sido muito competentes”.
13:50 - “‘Future in the Past’ me deixou arrepiado” (trecho)
15:00 - “Esse disco ainda será muito valorizado daqui a 10 ou 15 anos” - Érico “Nostradamus” Salutti
16:00 - “Soap on a Rope” soa como B-side do Satriani, mas a produção foi impecável e salvou a música. “Oh Yeah” é um título idiota para uma música preguiçosa, com uma letra pueril (trecho)
18:00 - Músicas como “Oh Yeah” geram a curiosidade do público em geral. “É uma música de estádio, como a mulherada mostrando os peitos, Sammy Hagar total”…
19:40 - O single precisa ser “amável” ou é só uma prostituição musical?
20:30 - Andy Johns é um grande produtor e tirou o melhor da banda, exatamente como ele fez em Exile Main Street, do Rolling Stones — “Se você gostou de um disco, veja quem é o produtor e preste atenção em outros trabalhos dele”.
23:00 - “My Kinda Girl” é parecida com “Runaroud” do Van Halen? (ouça trechos)
25:00 - Sammy Hagar e Michael Anthony revigoraram suas carreiras, e mostraram isso em “Avenida Revolution” (trecho)
29:30 - São 4 caras que não precisavam provar mais nada a ninguém e por isso o disco soou tão bem.
30:30 - “Down the Drain” é uma grande música e surgiu ao vivo no estúdio (trecho)
34:00 - Há uma nova onda de “superbandas”? Esse rótulo atrapalha? Os casos do Velvet Revolver, Audioslave e agora do Them Crooked Vultures. Os problemas que Slash enfrentou ao montar suas bandas.
38:20 - A dificuldade que Satriani teria para montar uma banda sozinho, com um vocalista desconhecido. Steve Vai arriscou com Devin Townshend.
39:50 - A sorte do Chickenfoot é que metade da banda já estava formada muito antes dela existir. Sammy e Mike continuaram tocando juntos na Cabo Wabo Cantina, mesmo depois de saírem no Van Halen.
41:00 - Os membros do Crooked Vultures já se conheciam. Dave Grohl já tinha gravado com o Queens of the Stone Age.
42:00 - Os músicos (e o mercado também) encaram os projetos paralelos de outra forma hoje — por isso as superbandas estão dando certo.
44:20 - O Chickenfoot já vai fazer uma pausa agora, com a volta do Red Hot Chili Peppers, mas vai continuar como banda. Eles não precisam de dinheiro (Sammy Hagar disse que ganhou muito mais dinheiro com sua tequila Cabo Wabo do que com o rock).
46:10 - Como Érico Salutti arrematou a caixa da bateria do Alex Van Halen num leilão.
49:00 - Encerramento: Runnin’ Out (Chickenfoot)

Links relacionados:
Crítica: “Chickenfoot - o passado e o futuro do rock
Vídeos de Patty Braga: Chickenfoot ao vivo em Houston/Texas (16/09/2009)