Tungcast#023: Copa do Mundo 2010

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00:00 - Apresentando nosso convidado: Rodrigo Borges, jornalista do Destak, blogueiro do Esporte Fino e twitteiro Estado de Circo.
02:40 - A Copa de 2010 foi boa de modo geral? O aumento do número de participantes para 32 acompanhou a evolução do futebol, mas diminuiu o nível técnico dos jogos?
07:40 - A expectativa nas seleções africanas foi exagerada? Os times africanos precisam de técnicos africanos?
11:00 - Larissa Riquelme bateu um bolão nessa Copa?
12:00 - O pragmatismo dos finalistas Espanha e Holanda. O preciosismo da Espanha: o time toca demais a bola em vez de chutar para o gol?
14:50 - Por que o Brasil jogou tão bem no primeiro tempo e tão mal no segundo? O Brasil perdeu para si mesmo ou a Holanda teve méritos? Dunga criou um clima bélico e passou seu nervosismo para o time?
19:00 - O Brasil dependeu demais do Kaká nessa Copa? Robinho é um jogador supervalorizado?
21:30 - Felipe Melo foi um equívoco? Ele foi uma vítima do Dunga nessa Copa? Dunga errou pelo excesso de volantes na convocação? Ricardo Teixeira é um gênio ao se eximir de culpa em qualquer derrota da seleção?
25:30 - Ricardo Teixeira tomou bola nas costas do Felipão e do Muricy? A briga da CBF com o Fluminense e outros clubes brasileiros.
30:20 - A cruzada do Dunga contra a imprensa. Dunga é rancoroso ou é perseguido injustamente? Os treinos fechados foram usados de forma revanchista?
35:00 - O clima militar imposto por Dunga foi uma ruptura necessária com a libertinagem de 2006? Roberto Carlos afirmou que os jogadores fizeram tantas baladas em 2002 quanto em 2006. Dunga achou que era só o time estar “com nós” que estaria tudo resolvido?
38:20 - As pessoas estão de saco cheio da cobertura da imprensa? #DiaSemGlobo: “se a Globo é considerada o demônio, o Dunga virou o exorcista“. A relação da Globo com a CBF não é jornalística, é comercial.
45:00 - A Copa de 2014 no Brasil: com obras atrasadas, haverá dinheiro público escoado para “emergências”? São Paulo terá a abertura da Copa ou só sediará alguns jogos? A alternativa ao Morumbi é o Palestra? Itaquerão, Piritubão ou uma reforma no Pacaembu são viáveis?
48:30 - Encerramento: o que será agora da seleção com Mano Menezes? Ele é cascudo o suficiente para chegar em 2014 ou Felipão pode vir aí?

Tungcast#022: Digestivo Cultural - 10 anos

Foto: Arnaldo Pereira

Foto: Arnaldo Pereira

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00:00 - Abertura: apresentando Julio Daio Borges, editor do site.
02:00 - O embrião do site: a repercussão do texto “A Poli como ela é“, o newsletter e o site pessoal jdborges.com.br
05:00 - A motivação por trás do site: “o tratamento dado à cultura no Brasil era muito formal e distante (…) queria mostrar às pessoas a cultura de uma forma breve, suscinta, amigável, lúdica”
07:00 - As influências: Paulo Francis, Nelson Rodrigues e Rubem Fonseca.
11:00 - Unindo o lado escritor e empreendedor: a indentificação com os grandes empreendedores de internet e a necessidade de uma profissionalização, para atender a parceiros, colunistas e patrocinadores.
17:00 - O empreendedorismo acidental do Twitter, que foi concebido como uma ferramenta para as pessoas se comunicarem pelo celular.
20:30 - A inspiração nos fóruns de discussão, abrindo o site para comentários e a influência da Web 2.0, com os melhores comentadores se tornando “colunistas” indexados no Google.
24:00 - A importância de se equilibrar a liberdade aos colaboradores, mas de se ter um controle editorial, para evitar a “orkutização” do site. O exemplo da Wikipedia, um site “para todos”, mas onde as pessoas cuidam.
29:00 - As críticas ao conteúdo colaborativo: colaboradores precisam ser remunerados para o site ser levado a sério? A dificuldade de remunerar num conteúdo gratuito e a profissionalização feita em estágios: a troca por cursos, livros e uma possível monetização através de livros eletrônicos no Kindle.
33:00 - A “guerra” entre blogueiros e jornalistas de papel. Depois da bolha, os jornalistas abandonaram a internet e passaram a criticar os que ficaram lá, produzindo conteúdo. A polêmica campanha do Estadão ironizando os blogueiros. Blog precisa ser jornalismo?
39:00 - Um balanço dos 10 anos: as conquistas junto aos colaboradores, o erro de tentar fazer uma revista impressa da GV e o legado, alimentado pela teimosia e pelo reconhecimento de figuras importantes do jornalismo.
46:00 - Encerramento (ou quase): “Ainda vai ter bastante trabalho pela próxima década”.

Tungcast#017: Literatura com Luis Eduardo Matta (parte 2)

Continuação do papo literário com o LEM e apresentando "O Véu", seu novo thriller

Continuação do papo literário com o LEM e apresentando "O Véu", seu novo thriller

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00:00 - Apresentação: Luis Eduardo Matta 2 - a missão
01:00 - Falando sobre O VÉU, o novo livro do LEM, que levou 10 anos para ser escrito.
02:30 - O VÉU mostra uma situação de instabilidade política no Irã, inspirada pela chegada de Ahmadinejad ao poder.
08:00 - A definição de “thriller” como gênero literário, segundo o LEM: um crime no início, a investigação no meio e a resolução do caso no final.
12:30 - Autores de thrillers no Brasil: Ivan Sant’ana, Pedro Drummond, A.J. Barros… e autores de policiais, como Luiz Alfredo Garcia Roza e Vera Carvalho Assumpção.
15:00 - As novelas no Brasil: com a internet, elas perderam o sentido? A falta de inovação no gênero, a obrigação com a audiência e as encheções de linguiça.
20:50 - Os livros de auto-ajuda trazem uma receita de bolo, mas não tratam das questões individuais da pessoa.
26:00 - A internet como início para jovens escritores. A falsa ideia de achar que se pode começar já ganhando dinheiro com a escrita e com os blogs.
30:00 - Hoje é mais fácil se auto-publicar, mas os novos autores ainda tem uma visão idílica sobre o ofício do escritor. A autora de Harry Potter, J.K.Rowling, vivia num conjunto habitacional na Inglaterra e escrevia nas horas vagas. John Grisham teve seus livros recusados inúmeras vezes até se tornar um best-seller.
32:30 - Corrigindo uma injustiça histórica: hoje o Brasil tem muito mais livrarias que a Argentina.
35:30 - Fofoca do LEM: uma editora brasileira recebeu o Harry Potter logo que foi lançado na Inglaterra e o recusou. Paulo Rocco foi à feira de Frankfurt e comprou os direitos da publicação.
37:00 - Falando do Kindle: vai substituir o livro em papel ou o leitor digital só serve para quem lê muito?

Tungcast#016: Literatura com Luis Eduardo Matta (parte 1)

Papo com o LEM sobre LPB, Paulo Coelho, Harry Potter e afins

Papo com o LEM sobre LPB, Paulo Coelho, Harry Potter e afins

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00:00 - Apresentação de Luis Eduardo Matta, um escritor prodígio.
01:30 - O conceito da LPB (Literatura Popular Brasileira): uma lacuna que existe na literatura brasileira do ponto de vista do entretenimento, mais coloquial e voltada para o leitor médio, sem grandes preciosismos no estilo.
06:00 - O autor de LPB não pode ter ambições de ser considerado “gênio”. Quando um grande autor morre, muitos críticos acadêmicos tentam se apropriar da obra do autor para usá-la como vitrine.
08:30 - Por que falar mal do Paulo Coelho? A inveja e a ira santa contra o autor.
10:00 - Por que as noites de autógrafos são chatas e causam constrangimento?
11:00 - Preparação para quem quer ser escritor: ler por prazer, desde cedo — começando pela literatura infanto-juvenil.
14:20 - O fenômeno Harry Potter: quando chegou ao Brasil, em 2000, acabou com todas as previsões apocalípticas do tipo “a literatura morreu” ou “as novas gerações não gostam de ler”, abrindo um novo mercado editorial.
17:20 - E o Harry Potter traz vários arquétipos do inconsciente coletivo: o bruxo com a vassoura mágica, a luta do bem contra o mal.
22:00 - Antigamente você não encontrava uma seção infanto-juvenil como tem hoje.
24:00Formando não-leitores: enfiar cânones goela abaixo, com linguagem do século 19, cheia de nuances é um desserviço.
27:00 - A escola ainda é a porta de entrada para a leitura. As duas transições na leitura: quando se deixa de ler livros coloridos, cheios de ilustrações e depois, quando se deixa a literatura juvenil para começar na adulta (e essa última é feita através do cânone).
30:00 - A dificuldade de introduzir a leitura em jovens que vem de lares desestruturados e não querem ser doutrinados. Ainda nos falta um sistema educacional universal e de excelência.
34:30 - Não adianta dar José de Alencar aos jovens, não vai despertar a curiosidade deles. Pior: vai desenvolver uma tese de que a leitura é uma coisa chata.
35:40 - Não existe fórmula. Cada cidade, escola e classe vai possuir um interesse próprio, de acordo com a sua realidade. Trocar as provas sobre livros por debates em classe funcionam muito bem.
40:00 - Temos que introduzir os clássicos da literatura universal, como Homero, Sófocles, Shakespeare, Cervantes, Camões, Dostoievski, Victor Hugo… Mas não dar o livro e sim citá-los, ler trechos, contextualizá-los.
41:00 - Depois de uma palestra numa escola, uma professora veio mostrar as provas de O Guarani para uma classe de oitava série, mas nem a professora tinha lido o livro.