Tungcast#021: Infraestruturas precárias em shows no Brasil

Invasão no palco - Iggy Pop / Planeta Terra Festival 07/11/2009

Invasão no palco - Iggy Pop / Planeta Terra Festival 07/11/2009

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00:00 - Abertura: o Brasil entrou no circuito internacional de shows, mas a infraestrutura não acompanhou esse avanço, deixando uma enorme lacuna.
02:00 - As casas de shows ficaram na mão dos bancos? O Credicard Hall é preparado apenas para shows com mesa? A necessidade de trazer todos os tipos de shows para se manter.
05:00 - A melhor acústica das casas de shows paulistanas é do Via Funchal.
07:00 - Nossas arenas foram construídas apenas pensando nos jogos de futebol. Nossos espaços para shows são sempre adaptados, caso da Arena Skol, que é no estacionamento do Anhembi.
11:00 - Nossa cultura do continuísmo e do improviso. Shows caríssimos com infraestruturas ridículas continuam lotando e trazendo grande lucro para os produtores.
12:30 - A Chácara do Jóquei era um haras: antes era um estábulo para cavalos, hoje é um estábulo para fãs de rock.
14:00 - Os grandes shows só são viáveis no Brasil com estádios lotados?
14:30 - A polêmica da meia-entrada: as falsificações das carteirinhas pelos não-estudantes e o efeito cascata, com o aumento do preço final dos ingressos.
16:00 - A meia-entrada é justa para os que fazem pós-graduação? Restringir a carteirinha de estudante para até 23 anos é uma solução? A falta de regulamentação e de política pública para o setor.
20:00 - A precariedade dos sistemas de som no Brasil, que não conseguem produzir uma boa propagação de som nos shows. O Rush penou para lançar o seu Rush in Rio. Roger Waters, ACDC e Nine Inch Nails preferiram trazer seus próprios equipamentos de som para conseguir uma boa acústica.
28:00 - Sobre os cambistas e o novo “cambismo virtual”. Uma matéria do Jornal da Tarde cita 3 sites que vendem ingressos online com ágio: Anderson Tickets, Brasil Ingressos e Ingresso Já. O ingresso do ACDC saltou de R$ 300 para R$ 550.
29:30 - Tucanaram o cambismo: o ágio virou “taxa de conveniência”. Não há regulamentação clara para o limite de valor nessa taxa de INconveniência. Ticketmaster e Ingresso Rápido cobram 15% sobre o valor do ingresso.
33:20 - O show do U2, que estava previsto para novembro de 2010 (mas foi cancelado), já estava à venda nos sites piratas desde novembro de 2009.
34:30 - Carlos Eduardo, da Brasil Ingressos: “as taxas de conveniência inflacionam de acordo com o porte do evento”. O delegado Antônio Carlos Barbosa diz que só não pediu ainda a abertura de um inquérito sobre o caso por falta de denúncias. “A pessoa tem de vir aqui e denunciar, mas ela não faz isso porque não acredita que a prática configure um crime. Para agirmos, tem de haver uma vítima”.
36:00 - “Estava morrendo com um ingresso e o vendi para um cambista. O dinheiro que ele me deu era falso”.
38:00 - Encerramento: deixe seu comentário, sua crítica e sua reclamação aqui no Tungcast e, para denunciar, ligue na Delegacia de Crimes Contra o Consumidor: 3337-0155.

Tungcast#013: Retrospectiva 2009

retrospectiva09
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00:00 - Apresentação: uma pauta revolucionária — que ninguém fez até hoje
01:30 - A la Alborghetti: se gostou, gostou — se não gostou… vá a MERDA!
02:00 - Fatos que marcaram o ano: a morte de Michael Jackson e o levante das “superbandas”, como Chickenfoot e Them Crooked Vultures.
03:00 - O Them Crooked Vultures gerou falsas expectativas? É um disco difícil de ouvir? John Paul Jones foi o destaque da banda? O riff de “Elephants” foi desperdiçado? (trecho)
07:20 - A decepção de Black Clouds & Silver Linings, do Dream Theater: a repetição dos velhos clichês gerou a aclamação dos fãs e da crítica?
10:30 - Shows de 2009: Faith No More, Radiohead (grande espetáculo, mas com os exageros dos fãs e da crítica), AC/DC, Heaven and Hell (trecho de “Voodoo”) e Glenn Hughes.
17:00 - O Nine Inch Nails fez uma turnê de despedida, emendando The Slip, com Jane’s Addiction disponibilizando câmeras para os fãs gravarem e editarem os shows (trecho de “Mr. Self Destruct”)
19:50 - Álbuns de 2009: Living Colour, The Mars Volta, Animals as Leaders (trecho de “Tempting time”), Alice in Chains, Pearl Jam (trecho de “Amongst the Waves”), Pain of Salvation (trecho de “If You Wait”).
28:00 - Destaque negativo: Kiss, com Sonic Boom (trecho de “Modern Day Delilah”)
32:40 - Destaques solo: Sting com uma proposta anticomercial de If On a Winter’s Night (trecho de “Christmas At Sea”), Devin Townsend Project (trechos de “Gato”, “Hyperdrive” e “Supercrush!”)
41:30 - Encerramento: Ben Harper, com “Number With No Name”

Links relacionados:
Rafael Fernandes: “2009 e os meus álbuns
Diogo Salles: “2009: enfim, um ano musical

Tungcast#012: Rádio Tungcast 2009

radio2009Ouça Online:
 

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00:00 - Apresentação: As músicas que marcaram o ano de 2009 e seus respectivos álbuns

No One Loves Me & Neighter Do I
Banda: Them Crooked Vultures
Álbum: Them Crooked Vultures

Not So Pretty Now
Banda: Nine Inch Nails
Álbum (EP): Street Sweeper

Your Decision
Banda: Alice in Chains
Álbum: Black Gives Way to Blue

Soraya
Banda: Animal as Leaders
Álbum: Animal as Leaders

Magnificent
Banda: U2
Álbum: No Line on the Horizon

Linoleum
Banda: Pain Of Salvation
Álbum (EP): Linoleum

Future in the Past
Banda: Chickenfoot
Álbum: Chickenfoot

Behind The Sun
Banda: Living Colour
Álbum: The Chair in The Doorway

Shake Me Like a Monkey
Banda: Dave Matthews Band
Álbum: Big Whiskey and the GrooGrux King

Tungcast#008: Discos subestimados (parte 2)

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sub6_extreme6) Extreme - 3 Sides to Every Story (1992)

Qualidades: é a obra prima do Extreme; trabalho fora de série do Nuno Bittencourt, com guitarras funkeadas, riffs e solos memoráveis; fica clara a maturidade da banda em relação ao disco anterior, com letras irônicas e mensagens políticas.

O que atrapalhou: lançado em setembro de 1992 acabou ficando entre a sombra de “More Than Words” e a avalanche grunge, com suas letras depressivas e instrumental mais simples, jogando de lado o hard rock.

Músicas: “Rest in Peace”; “Politicalamity”; “Seven Sundays”; “Warheads”; “Everything Under The Sun”.

sub7_u27) U2 - Pop (1997)

Qualidades: é o disco perfeito para entender a mistura de rock com música eletrônica; soube dosar os elementos eletrônicos, se tornando muito mais equilibrado e coeso do que Zooropa (1993).

O que atrapalhou: o visual extravagante no clipe de “Discotheque”, que trazia os integrantes vestidos de Village People, chocou as pessoas; com a turnê agendada, resultou na pressa em terminar o disco e a banda acabou “enxertando” músicas irrelevantes, como “Miami”.

Músicas: “Discotheque”; “Mofo”; “Gone”; “Last Night on Earth” e “Do You Feel Loved”.

sub8_slash8 ) Slash’s Snakepit - It’s Five O’Clock In Somewhere (1995)

Qualidades: hard rock (sem soar “velho”), é um dos melhores e mais elaborados trabalhos de guitarra do Slash (muito acima do que ele fez no Velvet Revolver), com peso, groove e boas melodias.

O que atrapalhou: o vocalista foi mal escolhido; Slash achou que ele poderia andar sozinho, com uma banda sem estrelas ao seu lado, mas fracassou na tentativa (tanto que ele fez o oposto no Velvet Revolver).

Músicas: “Good To Be Alive”; “Beggars & Hangers-On”; “Dime Store Rock”; “Monkey Show”; “Jizz Da Pit”.

sub9_angra9) Angra - Holy Land (1996)

Qualidades: símbolo de uma banda no auge, o disco equilibra bem o metal melódio e o metal progressivo; tem menos os clichês, é mais original e menos afetado que o Angels Cry (1993); uniu guitarras mais metaleiras do Kiko e do Rafael com as batidas mais brasileiras do Ricardo e o lado “Queen” do André Matos.

O que atrapalhou: mesmo tendo trazido influências brasileiras bem colocadas, o disco sofreu críticas porque, na mesma época, o Sepultura lançou o Roots e disse que o Angra tinha copiado essa influência brasileira no disco, esquecendo que ambos os discos foram lançados quase que simultaneamente.

Músicas: “Zito”; “Nothing To Say”; “Make Believe”; “Holy Land”; “Carolina IV” e “Lullaby For Lucifer”.

Nota de Rafael Fernandes: sobre a citação final a Nothing To Say, o correto é que no trecho comentado a música sobe 1 tom e meio.

sub10_vanhalen10) Van Halen - Fair Warning (1981)

Qualidades: um dos melhores trabalhos de Eddie Van Halen na guitarra, com grande trabalho de harmônicos, “power chords”, “tapping” e solos que entraram para a história do rock; é um disco bastante reconhecido e exaltado entre todos os guitarristas que seguiram o rasto de Eddie.

O que atrapalhou: as vendas ficaram abaixo do esperado, pois o disco não tem “apelo” pop e não possui um hit de FM, mesmo que “Unchained” tenha se tornado um clássico; o disco trouxe temáticas que fugiam da característica de “Party Band” do Van Halen.

Músicas: “Mean Street”; “Unchained”; “So this is Love”; “Hear About it Later”; “Dirty Movies”; “Push Comes to Shove” e “One Foot Out the Door”.

Veja também:
Tungcast#007: Discos subestimados (parte 1)

Conheça o disco do Hermeto Paschoal, Por Diferentes Caminhos, citado no Holy Land (Angra) clicando aqui.

Tungcast#007: Discos subestimados (parte 1)

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Apresentação: uma pauta subjetiva, baseada em meras opiniões.

sub1_sabbath1) Black Sabbath - Seventh Star (1986)

Qualidades: a parceria entre Tony Iommi e Glenn Hughes foi fundamental (tanto que eles a repetiram, anos depois); letras agressivas e sombrias; riffs e solos inspirados; vocais matadores.

O que atrapalhou: interferências da gravadora do direcionamento do disco; muitas trocas de vocalista; banda fragmentada e em fase de transição; constantes problemas de Glenn Hughes com drogas.

Músicas: “No Stranger to Love”; “In For the Kill”; “Danger Zone”; “Turn to Stone”; “Heart Like a Wheel” e “Angry Heart”.

sub2_fnm2) Faith No More - King For A Day Fool For A Lifetime (1995)

Qualidades: a “alopração” do Mike Patton deu um ar de experimentalismo ao disco; é um disco mais variado que os anteriores; influenciou bandas como Deftones, Korn e Dillinger Escape Plan; produção e mixagem do Andy Wallace.

O que atrapalhou: A “alopração” do Mike Patton soou como “avacalhação” no disco; soa como o começo do fim do FNM; não houve “unidade” no som e eles tentaram atirar para todos os lados.

Músicas: “Ricochet”; “Get Out”; “Digging the grave”; “Last To Know” e “Evidence”.

sub3_rush3) Rush - Grace Under Pressure (1984)

Qualidades: foi um disco crucial para o desenvolvimento do som do Rush (mesmo com a própria banda tendo torcido o nariz para ele); Alex Lifeson levou adiante suas pesquisas com timbres sintetizados na guitarra, que dialogaram muito bem com os teclados, cada vez mais presentes no som da banda.

O que atrapalhou: a demissão do produtor Terry Brown antes das gravações e, na impossibilidade de ter Trevor Horn para substitui-lo, o cargo acabou ficando com Peter Henderson.

Músicas: “Distant Early Warning”; “Between the Wheels”; “The Body Electric” e “Red Lenses”.

sub4_vai4) Steve Vai - Real Illusions: Reflections (2005)

Qualidades: o mais conciso e completo disco do Vai desde de Fire Garden (1996), traz um pouco de tudo da carreira dele, com músicas mais diretas e melódicas aliadas à baladas que conseguem ser bregas e ótimas ao mesmo tempo.

O que atrapalhou: como sempre, a insistência do Steve Vai em músicas com vocais tornou a obra fragmentada.

Músicas: “Building The Church”; “Glorious”; “YaYa”; “Lotus Feet”; “Freak Show Excess”; “Dying For Your Love” e “Km Pee Du We”.

sub5_yes5) Yes - Talk (1994)

Qualidades: trouxe várias inovações tecnológicas na época; agradou até mesmo aos fãs mais xiitas, que queriam a volta de Steve Howe à banda; foi a primeira vez (nessa formação) que eles conseguiram compor juntos, sem preocupações comerciais; alia muito bem a pegada mais rock/pop dos anos 80 com o som mais progressivo dos anos 70.

O que atrapalhou: o selo Victory (braço da JVC japonesa) faliu em 1994, quando o disco estava sendo lançado e prejudicou muito a divulgação.

Músicas: “The Calling”; “Walls”; “Where Will You Be”; “Real Love” e “Endless Dream” (partes 1 e 2).

Veja também:
Tungcast#008: Discos subestimados (parte 2)

Tungcast#005: Fãs xiitas

xiitas

Foto: show da Banda Sete Cidades (Legião Urbana Cover) /agradecimento: Xanxan

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00:00 - Apresentação
01:00 - Artistas que tranformam seu trabalho em culto religioso.
02:00 - A fúria dos fãs do Iron Maiden por causa desse texto.
03:20 - O xiitismo politicamente correto dos sertanejos e a ira de Zezé Di Camargo.
04:40 - O espírito de manada: tudo o que o Caetano Veloso fala, todos dizem amém.
05:30 - A mania de unanimidade do brasileiro — “Zezé Di Camargo ganhou muito mais espaço no Jornal da Tarde depois do meu texto”.
08:00 - Legião Urbana e Renato Russo são superestimados?
08:40 - Sobre a foto que ilustra esse post no Tungcast.
10:40 - Kurt Cobain e Renato Russo são marqueteiros?
13:00 - No show do Los Hermanos: não se ouve o som da banda, só o grito da manada de búfalos. Os debates intelectualóides e a histeria dos fãs.
15:10 - O problema não é o Radiohead… São seus fãs.
18:00 - O Kiss é o extremo oposto — pois é puro entretenimento — mas possui fãs tão chatos quanto os do Radiohead. Gene $immons (o Tio Patinhas do rock) e os xiitas do Kiss Army.
21:20 - Neil Peart no Rolling Stones ou Keith Moon no Beatles não dariam certo de jeito nenhum. A síndrome da “melhor banda do mundo” e o vício de querer tocar mais rápido.
23:10 - Dream Theater é uma mistura indigesta de Rush com Iron Maiden? Rafael Fernandes NÃO É um fã xiita da banda!
25:00 - O recalque de Jack Bruce (Cream) em relação ao Led Zeppelin e as ameaças de morte que recebeu por parte dos zeppelin-maníacos.
27:30 - Quando o fã acha que deve participar da vida do artista e o assassinato de John Lennon. Quantos Mark Chapmans existem por aí?
29:30 - Artista não tem obrigação alguma de adular seus fãs. Sua obrigação é ser honesto e profissional com sua arte.
30:30 - A música “Never Enough” foi escrita por Mike Portnoy em “homenagem” aos fãs chatos do Dream Theater.
32:20 - As críticas que o Metallica recebeu quando lançou Load. Quando o fã acha que o artista só deve fazer o que ELE quer. A declaração de Bruce Dickinson sobre seus fãs.
34:30 - Van Halen: A polarização que se criou entre os fãs quando David Lee Roth saiu da banda em 1985.
36:00 - As várias formações do Deep Purple, que já teve David Coverdale e Glenn Hughes nos anos 70. De um fã xiita: “Steve Morse no Deep Purple é a mesma coisa que por o Stanley Jordan pra tocar no Metallica!”
39:00 - Quando o fã xiita se acha mais entendido do que todo mundo.
40:10 - O xiitismo “purista” de Wynton Marsalis. As brigas com seu irmão Branford Marsalis por ter tocado com o Sting e as críticas a Miles Davis por flertar com o pop (Tutu) e com o Hip-hop (Doo Bop).
41:30 - Todo fã xiita é reacionário ao extremo.
41:50 - Encerramento: Van Canto - Fear of the dark (Iron Maiden Cover)

Links relacionados:
Sobre o fundamentalismo headbanger
A polêmica com Zezé Di Camargo no JT - parte 1, parte 2 e parte 3

Tungcast#004: O formato álbum acabou?

pinkfloyd

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00:00 - Apresentação: A declaração de Ian Astbury, que disse que o The Cult não vai mais lançar discos.
01:00 - As restrições tecnológicas antes do álbum surgir e a pulverização do conceito agora, com o mp3.
03:20 - A mudança do conceito quando os Beatles decidem parar de fazer shows e se concentrar apenas nos álbuns.
05:00 - As pessoas só conhecem o Extreme por causa de “More Than Words” e “Hole Hearted”, mas eles eram muito mais do que isso.
07:00 - Artistas que têm mais a dizer, como U2 e Rolling Stones, precisam de um álbum inteiro.
08:30 - A indústria criou o padrão do álbum e o impôs a artistas sem profundidade.
09:10 - Artistas reféns do álbum: o Van Halen lançou Diver Down em 1982 por imposição da gravadora.
09:50 - O Mr. Big se tornou o ícone da prostituição musical. Tendo Paul Gilbert e Billy Sheehan na banda, preferiram tocar baladas vergonhosas como “To Be With You”.
10:50 - O artista precisa ouvir os fãs, mas não pode fazer tudo o que eles querem, como faz o Iron Maiden.
12:00 - Os Beatles gravaram “Strawberry Fields Forever” e “Penny Lane” nas sessões do Sgt. Peppers, mas as lançaram num EP, antes do álbum sair.
14:00 - Antes do U2 lançar No Line on the Horizon, saiu o single “Get On Your Boots”, que é justamente a pior música do álbum.
15:30 - Ainda tem espaço para álbuns conceituais? O álbum é um conceito muito linear?
16:40 - Artistas usando ARG (Alternate Reality Game), onde eles deixam dicas para os fãs descobrir trechos da música por meio de um jogo.
21:00 - A decadência do conceito álbum pode ser o retorno do EP ou do compacto?
22:30 - No show do Radiohead, as pessoas quase dormiram em músicas “lado B”, só queriam saber dos clássicos.
24:00 - Pesquisando CDs do Red Hot Chili Peppers, tinha uma coletânea só composta por baladinhas descartáveis. O BloodSugarSexMagic mostra o que é a banda e ainda traz a relevância do conceito álbum. Já Stadium Arcadium é um CD duplo, mas deveria ser simples (*nota: o nome correto da música citada é “Storm in a Teacup”).
27:00 - O MySpace é só um canal a mais de divulgação, nada além disso.
29:00 - Com a “indústria do hype”, o artista também fica refém de produzir um hype a cada seis meses. O Green Day fez o caminho inverso: começou refém da indústria e dos singles e partiu para o álbum conceitual, com o American Idiot.
32:00 - “Sou refém do álbum, pois ouvi o novo álbum do U2 com as faixas em ordem alfabética e fiquei perdido com a sequência das músicas.”
34:00 - Os artistas de uma música só, como New Radicals ou Presidents of USA … Download (ou streaming) neles!
36:00 - Momento “Maroon 5 acústico”: uma banda que tenta ser bacaninha, mas é medíocre.
38:00 - Sgt. Peppers e The Wall foram concebidos desde o início como álbuns conceituais, que conseguiram unir músicas que funcionam individualmente, sem fugir da temática do disco.
41:30 - Encerramento: “Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band” (Beatles)

Links relacionados
Ensaio de Ruy Castro: O disco ― ou algo do gênero

Tungcast#002: Memória afetiva da música

quasefamosos
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00:00 - Apresentação
01:00 - A memória afetiva nas baladas Trash do anos 80, em bandas como Radio Taxi e no “abajur cor de carne” do Ritchie
03:30 - A memória afetiva atrapalha uma visão fria e crítica sobre os artistas?
05:30 - Memória afetiva no cinema: os exemplos de Comando para Matar e Curtindo a Vida Adoidado
08:30 - Use Your Illusion (Guns n’ Roses) e The Joshua Tree (U2) são bons discos ou só trazem sentimentos nostálgicos?
11:00 - Como ouvir discos conceituais, como The Wall (Pink Floyd), sem ouvir o álbum inteiro?
12:30 - Existem discos inteiro bons, como Close to the Edge (Yes) e Moving Pictures (Rush) e existem discos de uma música só, como A Momentary Lapse of Reason (Pink Floyd)
15:00 - Se desfazendo de toda a coleção de CDs e ouvindo música pelo Spotify e eMusic, com áudio de alta qualidade e pagando mensalidade
19:00 - Depois de uma certa idade é mais difícil “pirar” com a música? Pirando com o novo do AC/DC e o Chickenfoot, reconhecendo que nem todas as músicas são boas.
20:40 - Levando a vizinhança à loucura ouvindo “Atomic Punk” (Van Halen) no último volume
22:00 - Segundo Lester Bangs, o problema era a indústria do “cool“. Hoje é a indústria do “hype“. Poucos artistas despertam algo verdadeiro como o In Rainbows (Radiohead) e Chinese Democracy (Guns n’ Roses)
24:30 - A queda do radicalismo da juventude. Amadurecendo musicalmente com o blues do Stevie Ray Vaughan e com o jazz, com Miles Davis, George Benson e Pat Metheny
26:30 - As unanimidades burras da música: Ivete Sangalo, Roberto Carlos, White Stripes, Strokes e as “bandas hype”, como o Libertines
28:30 - Como será a memória afetiva dos fãs do Jonas Brothers? Será que a música de hoje é tão ruim a ponto de Jack White ser considerado o Jimmy Page de nossa geração?
30:30 - A memória afetiva do início da MTV Brasil, com bandas dos anos 80-90, como Faith no More, Guns n’ Roses e Nirvana
32:00 - “A década de 90 começou com o vinil dando lugar ao CD e terminou com o CD dando lugar ao mp3″
33:30 - Apettite for Destruction é apenas um ótimo disco de rock e não uma obra épica
36:00 - Nirvana: do underground (Bleach) ao mainstream (Nevermind). O “deus” Kurt Cobain foi superestimado?
38:00 - O futuro do CD e a volta do fetiche pelo vinil nas megastores.
40:00 - Dos aparelhos de som modulares ao iPod — as tecnologias e mídias para se ouvir música ontem e hoje. A Deckdisc comprou a fábrica de vinil (Polysom).
43:00 - “Fui num sebo de vinil e fiz uma mini-coleção sem nem mesmo ter onde tocá-los”
44:00 - Encerramento: “Surfing with the Alien“, Joe Satriani (em vinil!)

Tungcast#001: O valor da música hoje

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00:00 – Apresentação
00:40 – A música perdeu o valor?
02:20 – A chegada do Napster e o excesso de oferta
03:20 – Exceção x distribuição
04:50 – Hoje não temos um Led Zeppelin ou um “Sgt. Pepper’s”?
05:50 – Antes havia 3 portas. 1ª: entrar na gravadora, 2ª: gravar o disco, 3ª: o mercado aceitar esse disco.
07:20 – A falta de critério e os cuidados ao criar música
09:20 – Segundo Seth Godin, se as pessoas não falam de você é porque você é chato!
09:40 –  A diluição do trabalho do produtor musical e a falta da autocrítica.
10:35 –  Preparo: o início de Rush, Dream Theater e Van Halen.
15:40 – As pessoas estão pulando etapas?
18:35 – “A guitarra é vista hoje só como um instrumento de 3 acordes”
19:00 – Os exemplos de The Edge, David Gilmour, Eric Clapton e Yngwie Malmsteen
20:25 – “A crise da música é também a crise do preparo”.
23:00 – A música em ciclos e os movimentos musicais em resposta aos excessos.
23:40 – O exemplo do Yes. Do sucesso de “Fragile” ao excesso em “Topographic Oceans”.
25:00 – O começo do Long Tail e a indústria da música azeitada para lançar produtos, como Britney Spears
27:10 – “…a estrada afeta os artistas”
29:10 – Formas dos artistas ganharem dinheiro
31:50 – CD, downloads, música de graça e os exemplos de Radiohead e Marillion.
35:00 – O mercado do CD descobriu um novo nicho nas embalagens de luxo, com poster, DVD, B-sides. O U2 fez isso com o novo disco e está fazendo isso com todo o seu catálogo.
37:15 – Os fãs do Iron Maiden vão querer sempre um novo “The Number of the Beast”
39:30 – “Quem está começando precisa gravar músicas muito boas”
41:00 –  Artista x Emprego / Funcionário público x Empreendedor
41:10 – “Roberto Carlos deitou na cama da fama e não troca o lençol desde a Jovem Guarda”
42:18 - Encerramento: “Kashmir”, Led Zeppelin (trecho)

Links relacionados:
- Série de textos “Crise da Música”: parte 1, parte 2 e parte 3